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Envelhecimento rápido impõe novos desafios para o Brasil

Por outro lado, o Valor Econômico relata que o longo debate sobre a necessidade de uma reforma básica do sistema de aposentadorias, num ambiente de pressão crescente do envelhecimento populacional, evidencia o atraso do Brasil em políticas públicas para lidar com a nova realidade demográfica. Hoje, 14% da população é composta por idosos, percentual que era de aproximadamente 10% em 2011 e vai a 20% em 12 anos, aponta o especialista em envelhecimento Alexandre Kalache com base em projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se o aumento da população mais idosa, com uma parcela crescente de nonagenários e centenários, é visto como conquista, é também objeto de preocupação de especialistas, que, ao olharem os indicadores, afirmam categoricamente que o país caminhou na direção oposta à ideal para nações longevas.

Questões que deveriam estar em pauta não têm lugar na agenda econômica, caso das políticas de emprego para pessoas com mais de 50 anos de idade. Outros pontos são as políticas de saúde e ainda de educação financeira, para que cidadãos elevem suas poupanças a fim de viver até os 90 ou cem anos de maneira mais confortável, o que evitaria um colapso no SUS e na assistência social.

“Chefes de Estado que querem fazer reforma devem dar exemplo. Outros políticos também. Não pedem isso dos outros? Claro que a discussão é política, mas essencialmente econômica”, diz Kalache.

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