Press "Enter" to skip to content

Governo do Distrito Federal criará plano de saúde para servidores

Correio Braziliense informa que o Governo do Distrito Federal vai criar um plano de saúde no modelo de autogestão para atender até 250 mil servidores e seus familiares. A meta é agregar todos os funcionários do Executivo local, incluindo os empregados das estatais vinculadas à administração direta, mais os policiais militares e os civis.

Os detalhes do projeto estão sendo finalizados pelo Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (INAS), que deve lançar edital dentro de 20 dias, como informou a assessoria de imprensa do órgão. O Plano GDF/Saúde terá funcionamento semelhante à Geap, dos servidores federais, e a Cassi, dos empregados do Banco do Brasil, em que o patrocinador paga uma parte da mensalidade e os associados, o restante.

A decisão do GDF de criar um plano de saúde único para seus servidores é uma tendência entre estados e municípios. Tanto que a União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) prevê duplicar o número de participantes do sistema, hoje de 5 milhões de pessoas, nos próximos anos. Os planos de autogestão não têm fins lucrativos e, em média, as mensalidades são 20% mais baratas que às cobradas pelos planos administrados por bancos e seguradoras.

Para o presidente da Unidas, Anderson Mendes, o momento é de fortalecimento do sistema. Quanto maiores forem os planos, mais fácil ficará negociar com os prestadores de serviços. Ele ressalta que, por causa da grave crise econômica enfrentada pelo país desde 2014, o sistema de saúde suplementar como um todo perdeu cerca de 3 milhões de participantes, sendo mais da metade nos planos de autogestão. Com o desemprego, faltou dinheiro para arcar com as mensalidades. “Isso coloca um peso grande sobre o sistema, pois quem fica nos planos é aquele que precisa mais”, afirma.

Hospitais

Para os prestadores de serviço também será um bom negócio, sobretudo, agora, que o Distrito Federal se tornou um polo de saúde, com hospitais de ponta, que oferecem as tecnologias mais modernas do mercado. Para esses estabelecimentos, interessa ter planos de saúde robustos, com um público qualificado. Hoje, três dos maiores planos de autogestão com sede em Brasília, a Cassi, dos empregados do BB, a Geap e a Assefaz, dos servidores do Ministério da Economia, passam por um amplo processo de recuperação.

Na avaliação de Igor Rodrigues Brito, professor de direito do consumidor do Iesb, os desafios para os planos de autogestão são enormes. O importante, para atrair participantes, é que ofereçam uma ampla rede de atendimento. Não por acaso, a Unidas está lançando a UniShare, uma plataforma de compartilhamento de serviços de saúde entre as operadoras de autogestões. Por meio dela, as empresas poderão trocar experiências a fim de aumentar a eficiência.

Os primeiros serviços disponibilizados na plataforma serão o compartilhamento da rede assistencial e dos dados cadastrais de prestadores, a contratação de auditorias, os serviços de Atenção Primária à Saúde e a contratação de segunda opinião e junta médica. “Queremos transformar o setor e deixar as autogestões mais eficientes com essa plataforma, que tem uma proposta completamente disruptiva. Somos um conjunto de pequenas operadoras. Assim, achamos que a união será o caminho mais rápido e inteligente para nos fortalecermos”, diz o presidente da Unidas.

Be First to Comment

Deixe uma resposta

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial