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Método menos invasivo ajuda pacientes com disfunção temporomandibular

A cirurgia artroscópica é indicada para o tratamento de disfunção temporomandibular (DTM), conhecida popularmente como deslocamento da mandíbula, por ser menos invasiva para os pacientes. O mestre e doutor Fábio Sato explica que a técnica consiste em reposicionar e estabilizar o disco articular na posição correta totalmente por via artroscópica, isto é, com  uma cânula de até 1,9 mm diretamente no osso para relocação.

A disfunção pode causar certa limitação na abertura de boca, dor na mandíbula, inchaço no rosto e sons de estalo ao abrir e fechar a boca. O procedimento é considerado minimamente invasivo e pode ajudar a diminuir as dores ocasionadas pelo problema. Além disso, ele consegue prevenir que a pessoa pare de morder sua própria língua, que antes acontecia devido ao fechamento inadequado dos dentes. 

Fernanda Arisa, professora de educação infantil, foi submetida à essa cirurgia em 2018 e conta que mesmo depois de um tempo, é necessário continuar o tratamento.  “Eu continuo indo ao fonoaudiólogo, faço fisioterapia, preciso comparecer com frequência no ortopedista e neurologista.”

Fernanda sentia muitas dores na região e sempre estava preparada para ir no hospital, por não aguentar o sofrimento. Ela comenta que sempre que viajava ou estava indo em algum lugar que não fosse perto de sua casa, já tinha uma lista de hospitais próximos, para não correr o risco. Apesar das dores terem diminuído, a professora ainda sente a necessidade de se prevenir e, assim, não ser pega de surpresa. “Atualmente, eu ando com minha cartela de analgésicos, indicados pelos médicos, para não sofrer nenhuma dor. Nada pode ser comparado como antes, mas não gosto nem de pensar em voltar a ter tudo novamente”, complementa. 

O doutor Fábio Sato explica que existem poucos profissionais, no Brasil, que realizam esse tipo de procedimento: “é comum receber pacientes de outras cidades ou até mesmo, outros estados. Por ser uma especialidade que trata de uma área pequena do corpo humano e complexa, não é habitual encontrar em municípios menores um perito no assunto”, explica o doutor.

A técnica surgiu nos Estados Unidos e ainda é pouco utilizada em solo nacional “Sempre tive a pretensão de utilizar algo que fosse menos invasivo, pensando no bem estar dos pacientes e realizar a cirurgia desse método facilita muito o pós operatório”, comenta Fábio Sato, mestre e cirurgião bucomaxilofacial.

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