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Hapvida compra Medical, de SP

O Valor Econômico informa que a Hapvida, de Fortaleza, adquiriu 100% da Medical, grupo que possui operadora de planos de saúde e hospital em Limeira, no interior de São Paulo, por R$ 294 milhões.

Com a transação, a companhia começa a absorver as primeiras sinergias com a São Francisco, operadora que também atua no interior paulista e foi adquirida por R$ 5 bilhões, em maio. A Medical era um dos ativos que estavam sendo negociados pela São Francisco antes desta ser vendida à Hapvida.

“Antes, era mais complicado para a São Francisco fazer uma operação de quase R$ 300 milhões. Agora, sendo um grupo grande é possível”, disse Bruno Cals, diretor de finanças da Hapvida. A aquisição será paga à vista, com desconto do montante referente às garantias para possíveis passivos futuros.

Neste ano, até o momento, a Hapvida já fez oito aquisições que juntas somaram R$ 5,8 bilhões. A companhia captou R$ 8 bilhões no mercado, entre oferta de ações e emissão de debêntures desde sua abertura de capital (IPO), em abril do ano passado.

Com cem leitos e maternidade, o hospital da Medical será ofertado aos usuários do plano de saúde da São Francisco, que não possui um hospital próprio na região de Limeira. “Essa aquisição também vai nos proporcionar baixar a sinistralidade dos usuários da São Francisco nessa região, onde não temos rede própria. Também teremos ações para baixar a sinistralidade da Medical, que é da ordem de 80%”, disse Cals. Para efeito de comparação, a taxa média de sinistralidade na Hapvida e São Francisco é inferior a 60%.

Um dos motivos do custo mais elevado é que parte relevante dos usuários não se interna no hospital próprio, além disso, a operadora da Medical é uma cooperativa médica. Nesse modelo, é comum a realização de uma grande quantidade de procedimentos, uma vez que o sistema se retroalimenta, ou seja, os ganhos do ano da cooperativa são distribuídos entre os próprios médicos cooperados.

A São Francisco conta com cerca de 60 mil usuários em Limeira e cidades próximas. A Medical, por sua vez, tem 80 mil vidas. Deste total, 15% são clientes de plano individual e os demais 85% são convênios médicos corporativos. “Para evitar que o hospital fique sobrecarregado, podemos, por exemplo, construir um pronto atendimento em outra parte da cidade”, disse Cals.

O grupo Medical encerrou 2018 com receita de aproximadamente R$ 180 milhões. A operadora fechou com lucro de R$ 748 mil.

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