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Setor de saúde tem mais espaço na Bolsa, mas com cobertura limitada

O Estadão relata que o setor de saúde suplementar é um dos que mais crescem na Bolsa, com aberturas de capital recentes e inclusive uma oferta subsequente, que será realizada pela NotreDame Intermédica. Mas por ser um segmento relativamente novo no mercado de ações, poucos analistas acompanham de perto as empresas.

Alvaro Bandeira, sócio e economista-chefe do banco digital Modalmais, ressalta exatamente o pouco tempo deste setor na B3, mas também que a representatividade tem crescido bastante. “Assim como o segmento de educação, as empresas estão passando por situações de fusões e aquisições, mas chamam a atenção dos investidores em função da expectativa de crescimento”, afirma.

Em contraponto, Bandeira lembra que o risco de investimento nestas empresas também é maior do que em outras opções mais maduras. Entre as empresas listadas, o economista do Modalmais aponta Hapvida e NotreDame como suas preferidas.

O analista da Mirae Asset Pedro Galdi chama a atenção para um desses riscos que envolvem as empresas de saúde suplementar. Por aplicarem muitos recursos no mercado, a queda da taxa básica de juros, a Selic, que esta semana chegou a 4,50% ao ano, terá impacto nos resultados financeiros. “As empresas terão que se mostrar mais agressivas na diversificação da carteira própria de investimentos, mas não vejo isto como ruim, pois oportunidades importantes irão surgir com a renda variável”.

Sobre o follow on da NotreDame, a empresa fechou o preço por ação em R$ 57, movimentando R$ 5 bilhões, dos quais R$ 3,7 bilhões irão para o caixa da companhia. A maior parte dos recursos será utilizada para pagar a aquisição do grupo Clinipam anunciada no início de novembro por R$ 2,6 bilhões.

Nesta sexta-feira, o Citi elevou suas projeções de resultados para a NotreDame ao incluir em seu cálculos os resultados da companhia no terceiro trimestre, novas perspectivas macroeconômicas e de negócios, incluindo o recente anúncio de aquisições, e a conclusão da oferta.

Com isso, o banco também elevou o preço-alvo da companhia para 2020 de R$ 55 para R$ 74, valor que representa um potencial de alta próximo de 23%. A recomendação segue em ‘compra. A decisão, acrescenta o Citi, considera a menor taxa de desconto do papel.

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