Press "Enter" to skip to content

Risco de epidemia global aumenta e derruba Bolsas

Estadão relata que, dias após qualificar como “moderada” a ameaça de disseminação do coronavírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mudou a classificação de risco para “muito elevado” na China e “elevado” em nível regional e mundial. O número de mortos chegou a 106. Pequim registrou o primeiro óbito. Outros 12 países, em três continentes, já reportaram casos. No Brasil, Minas Gerais apura a situação de uma jovem de 22 anos que voltou da China e apresenta sintomas. Ela está internada em Belo Horizonte. O temor com o impacto do coronavírus na economia global derrubou as Bolsas e os preços das commodities.

No Brasil, o Ibovespa recuou 3,29%. O dólar subiu 0,60%, para R$ 4,20. Grandes produtoras de commodities, Vale, Petrobrás, Gerdau, CSN e Suzano perderam R$ 42,3 bilhões em valor de mercado. JBS, BRF, Marfrig e Minerva caíram R$ 8 bilhões.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a classificar ontem como “elevado” o risco internacional do coronavírus, após qualificá-lo como “moderado” em informe na semana passada. Segundo a entidade, houve erro de formulação do texto na avaliação anterior. O total de mortos pela doença chegou a 106 na China e houve o primeiro óbito em Pequim. Ao menos outros 12 países, em 3 continentes, já reportaram casos – ontem a Alemanha entrou na lista. No Brasil, não há infecções registradas, segundo o governo federal. Minas informou apurar a situação de uma jovem de 22 anos, que veio da China e apresenta sintomas respiratórios, mas ainda vai discutir o caso com o Ministério da Saúde.

“Trata-se de um erro de formulação nos informes de situação dos dias 23, 24 e 25 de janeiro, e o corrigimos”, informou uma porta-voz da instituição, que tem sede em Genebra. A avaliação do risco de disseminação do vírus, conforme a OMS, foi atualizada para: “muito elevado” na China, “elevado” em nível regional e “elevado” em nível mundial. Isso não significa que foi declarada emergência global. A avaliação de risco, diz a entidade, considera a gravidade, a disseminação e a capacidade de responder ao avanço do surto, que já tem cerca de 4,1 mil casos confirmados pelo mundo, a maioria na China.

Na semana passada, a OMS se dividiu, mas a organização optou por não declarar emergência internacional em saúde pública – o que surpreendeu parte dos especialistas. A situação de emergência foi decretada pela entidade, por exemplo, na pandemia de H1N1, em 2009, e na epidemia de zika, em 2016.

A OMS disse que, até a semana passada, havia número localizado e limitado de casos e destacou as providências do governo chinês. O país já colocou mais de 40 milhões de habitantes em quarentena, suspendeu parte dos transportes e restringiu acesso a locais públicos, além de estender o feriado do ano-novo lunar (leia mais nesta pág.).

A Mongólia fechou a fronteira terrestre com a China, com mais de 4,6 mil quilômetros, em um esforço para conter o vírus. Escolas e universidades locais também foram fechadas até 2 de março. A Malásia vai barrar moradores da Província de Hubei, epicentro do surto.

Já Estados Unidos, França, Espanha, Japão, Sri Lanka, Austrália e Rússia se organizam para tirar seus cidadãos de Hubei, em meio às medidas chinesas de isolamento. Entre as providências, estão negociações com Pequim e frete de aviões para levar os cidadãos de volta.

A OMS disse também ontem estar investigando se o vírus é contagioso no período de incubação, antes que apareçam os sintomas. Para a entidade, essa etapa dura de dois a dez dias. Cientistas acreditam que o vírus pode ter manifestação assintomática (leia mais ao lado).

Brasil. O governo federal disse ontem que a situação está sob controle no País e afirmou que não vê necessidade de averiguar todas as aeronaves que vêm da China. Presidente substituto da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres disse que a vigilância sanitária será chamada para análise mais detalhada só se for notificada presença de pessoa com suspeita do vírus, o que ainda não ocorreu em voos que chegaram ao Brasil.

“A notificação (de suspeitas) não é opção do comandante. É compulsória. Nos casos em que é feita a notificação, a equipe terá acesso ao veículo. Vai efetuar triagem inicial.” Se houver suspeita, a abordagem da Anvisa poderá, por exemplo, isolar o voo e levar os passageiros a um local seguro. Eles poderão ser monitorados por equipes de vigilância sanitária nos dias seguintes. A abordagem da agência, porém, dependerá do caso.

“Os riscos existem. Estamos diante de situação de um agente viral levando a graves consequências de saúde.”

De acordo com Torres, as regras da agência têm sido suficientes até agora.

Please follow and like us:

Be First to Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial