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Após críticas da Susep, Fábio Luchetti desabafa

Por Fábio Luchetti

Eu acredito que a Sra. Solange Vieira da Susep esteja sendo posicionada pelos técnicos que nem sempre estão sintonizados com o mercado, infelizmente. Como a própria matéria diz, faz anos que as seguradoras pleiteiam flexibilidades nas regras de produtos, desde contratação até indenizações e sempre encontrou uma Susep refratária. Acho bom esse tom de abertura que se coloca, mas acho ruim a Susep não fazer uma autocrítica. Concordo que há espaço para avanços tecnológicos e principalmente digital (como apólices, carteirinhas, aberturas de sinistros . Contratações etc) mas discordo dessa bandeira de bater nos corretores de seguros. 95% dos seguros no Brasil são contratados por esses profissionais, autônomos inclusive. Só ganham se vendem. Assumem riscos trabalhistas, empregam mais de 200 mil funcionários num país de desempregados. (O Governo deveria estimular empregos). Exercem um papel isento na defesa dos interesses dos seus clientes num momento de sinistro. Em outros países o custo do corretor é bem menor, pois, apenas vendem seguros obrigatório que no Brasil se equivale ao DPVAT tão criticado ultimamente. Sem corretores, as seguradoras terão que contratar muitos funcionários e elevarão as despesas e segundo experiências do mercado Europeu, o corretor contribui para redução de fraudes. Então diminui o custo de contratação e eleva-se os custos com sinistros. Nenhum país Europeu ou os EUA possui as taxas de Roubo e Furto que existe no Brasil. Não dá para comparar jabuticaba com alcaparras. Eu acredito sim que existem oportunidades para melhorar e muito os processos entre seguradoras, consumidores e corretores, mas eu acho importantíssimo que a Susep pare com essa demonização aos corretores de Seguros, pois, num país sem cultura e com baixa educação, ninguém acorda querendo comprar seguros. Os corretores são agentes sociais. Protegem o patrimônio e o bem estar das famílias brasileiras, educando-as e sensibilizando-as para fragilidades que merecem coberturas específicas.

Abaixo segue na íntegra a matéria publicada no Valor Econômico.

‘Nosso mercado de seguros é concentrado e obsoleto’

O mercado de seguros no Brasil é concentrado, pouco transparente e tem baixo uso de tecnologia, na visão de Solange Vieira, que comanda a Superintendência de Seguros Privados (Susep). Hoje ainda não se contrata seguro pela internet e celular. Mas um projeto que cria a apólice eletrônica, em tramitação na Susep há dez anos, deve ser implantado até março. Solange também critica a intermediação do mercado, feita por agentes ou corretores, que, segundo ela, é mais cara do que a média mundial.

Fonte: Valor Econômico

06/02/2020 por Juliana Schincariol

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