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Rede D’Or compra hospital na Bahia

Valor Econômico destaca que a Rede D’Or comprou 80% da operação do Hospital Aliança, em Salvador, por R$ 800 milhões. O empreendimento faturou R$ 440 milhões no ano passado. Segundo o superintendente do hospital, Albérico Mascarenhas, um projeto de ampliação “significativa” do empreendimento está em estudo. A ideia é que as obras comecem em 2021 e sejam inauguradas em 2023, disse o executivo.

Com operações no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Maranhão, Sergipe e Bahia, a Rede D’Or opera com 49 hospitais, sendo 48 próprios e um sob gestão. O grupo possui um total de 7,5 mil leitos e tem planos de chegar a 11 mil até 2022.

Em Salvador, o Hospital Aliança é o terceiro investimento da Rede D’Or. A empresa é dona do Hospital São Rafael e tem participação societária no Hospital Cardio Pulmonar na capital baiana. A operação precisará ainda ser aprovada pelo Conselho de Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Com o aval do órgão regulador, a Rede D’Or assumirá completamente gestão do hospital. A transação não incluiu a venda do imóvel onde funciona o Aliança, que permanece nas mãos dos fundadores do negócio – a família Tourinho. O espaço será alugado à operadora em contratos de longo prazo. Além disso, a família, que vai ficar com uma das três cadeiras no conselho de administração do hospital, vai tocar o projeto de ampliação do empreendimento, que está em fase elaboração. Segundo a Rede D’Or, os números do projeto, que a empresa chama de “nova unidade” serão divulgados “em breve”.

Fundado em 1990, o Hospital Aliança tem 208 leitos, um centro com 77 consultórios médicos, dentro de um complexo com 55 mil metros quadrados, dos quais 34 mil metros de área construída. O empreendimento é o principal negócio da família, que é dona ainda de uma seguradora e tem negócios menores na área imobiliária e agropecuária.

O primeiro contato para as negociações partiu da Rede D’Or, ainda quando o fundador do grupo Aliança, o empresário Paulo Sérgio Tourinho, era vivo (ele morreu em novembro de 2018). Depois de um período em que as conversas esfriaram, os contatos foram retomados no início de 2019 e o negócio demorou cerca de seis meses para fechar. Segundo Mascarenhas, as negociações foram mantidas em caráter de exclusividade com a Rede D’Or. Os vendedores foram assessorados pelo Itaú.

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