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Seguradora vai indenizar morte por coronavírus

A Caixa Seguradora, joint venture entre a seguradora francesa CNP e a Caixa Econômica Federal, vai liberar indenizações no caso de morte causada pelo coronavírus, medida que deve ser seguida por concorrentes do mercado, segundo apurou o Valor Econômico.

“Mesmo não tendo a obrigação legal, pagaremos as indenizações”, disse Laurent Jumelle, presidente da Caixa Seguradora. A medida vale também para a Previsul e a Youse, que fazem parte da mesma holding. “A ideia é pagar as indenizações em todas as mortes por covid-19, durante a pandemia e depois.”

A decisão valerá para seguro de vida, habitacional, prestamista e pecúlio dos planos de previdência. Somados, eles envolvem cerca de 12 milhões de clientes impactados, considerando as três empresas da holding. Todos os produtos da seguradora excluem o risco de pandemia.

Clientes com o seguro viagem também poderão contar com a cobertura, com indenização no caso de morte e pagamento de despesas decorrentes de assistência médico-hospitalar e internações. “Mas como as viagens estão suspensas, esse produto teve a venda interrompida até que o cenário fique mais claro.” Questionado sobre o impacto que a medida poderia ter no negócio, Jumelle disse que é muito difícil calcular, uma vez que a curva de contaminação no país não está clara. “A evolução da pandemia no país ainda é muito incerta. Estamos preparados para todos os cenários.”

A MAG Seguros (antiga Mongeral) também está estudando incluir as coberturas nas apólices em que ela não está prevista, no caso dos seguros de vida. “Uma parte significativa do nosso portfólio garante eventos decorrentes de pandemia. Para os demais, estamos em tratativas junto aos nossos resseguradores e ao mercado a fim de encontrar uma solução”, disse Nuno Pedro David, diretor de marketing da MAG Seguros.

De acordo com a advogada Camila Calais, do escritório Mattos Filho, nem todos os contratos de seguro incluem a cobertura para a morte no caso de pandemias, o que costuma ser discutido caso a caso. “Todos estão bastante sensibilizados sobre o tema, e considerando que a taxa de mortalidade pela doença não é altíssima, para algumas seguradoras não faz sentido manter a exclusão.”

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