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Não faltará dinheiro para saúde, promete Guedes

Não vai faltar dinheiro para a saúde e nem para defender os empregos, assegurou o Ministro da Economia, Paulo Guedes, aoValor Econômico. Ele também avalia elevar de R$ 200,00 para R$ 300,00 o “cheque cidadão”, que será distribuído, por meio da Caixa Econômica Federal, para os 38 milhões de brasileiros que trabalham na informalidade. Além disso, orientou a equipe do governo para, na ampliação do Bolsa Família em 1,2 milhão de pessoas, primeiro colocar todos dentro do programa e, depois, checar se há fraudes.

Após inúmeras reuniões por videoconferência, Guedes, que está cumprindo quarentena, mostrou ontem que não está demissionário, conforme boatos que proliferaram no fim do dia. O presidente Jair Bolsonaro publicou foto de quando estava hospitalizado, após ter sido ferido, na qual o ministro está junto dele. À época ele ainda era candidato à Presidência da República. No texto, Bolsonaro diz que Guedes é mais do que o Posto Ipiranga. “É um amigo, um irmão”. Estava dada a resposta aos boatos.

Poucos dias antes da disseminação do coronavírus no Brasil, o ministro conta que recebeu uma notícia muito boa: a arrecadação de impostos e contribuições estava crescendo 20% a mais do que o esperado e havia subido da casa dos R$ 4 trilhões para a faixa dos R$ 6 trilhões anuais. Esperava-se um aumento conforme o crescimento do PIB, então projetado em 2,4% neste ano. Com a crise da covid-19, a arrecadação deve ter despencado. Mas ele não sabe para quanto porque, segundo explicou, os efeitos da atividade econômica sobre a receita têm uma certa defasagem. “O Brasil estava a um milímetro do paraíso. Aí vem o coronavírus e dá uma pancada na gente”, lamenta.

Ao contrário do que muitos imaginam, que Guedes está paralisado diante da crise que requer muito gasto público e põe à prova o rigor fiscal que tão fervorosamente defende, o ministro está confortável com o que chama de “estrutura mental” que rege as ações econômicas agora. “A calamidade pública é uma emergência fiscal temática aguda ” e, para enfrentar essa emergência, “temos que turbinar o pacto federativo”. Significa, diz ele, investir, em meio à crise, na aprovação das reformas estruturantes.

Uma delas é urgente, porque ataca a terceira grande despesa pública, depois da Previdência e dos juros da dívida: a folha de salários da União. Basta deixar os salários sem reajuste por dois, três anos, como consta da PEC emergencial e do Pacto Federativo. “Quanto mais generosos formos este ano mais responsáveis teremos que ser com a aprovação das reformas”, sintetizou Guedes.

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