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Fleury começa a abrir clínicas em laboratórios

Valor Econômico relata que o grupo Fleury está abrindo clínicas médicas de atenção primária dentro de seus laboratórios de medicina diagnostica. Já há seis unidades em operação, sendo cinco delas da bandeira a+ e uma do Fleury, em São Paulo.

A iniciativa está sendo feita por meio da SantéCorp, empresa de gestão de saúde corporativa adquirida em 2019 por R$ 15 milhões. Hoje, a SantéCorp tem 1 milhão de clientes, entre usuários de planos de saúde e funcionários de empresas. Esse braço do Fleury oferece serviços de telemedicina, médico de família, segunda opinião, entre outros. “Com a regulamentação da telemedicina, podemos oferecer um serviço mais completo”, disse Carlos Marinelli, presidente do Fleury, que investiu R$ 6 milhões em tecnologia e montagem das clínicas.

Segundo Eduardo Oliveira, CEO da SantéCorp, o serviço de telemedicina do grupo pode atender pacientes com covid-19 ou suspeita da doença, ajudando a desafogar os hospitais.

O Fleury processa exames do novo do coronavírus para 29 hospitais. Apesar da alta demanda pelos testes, o setor de medicina diagnostica também está sendo afetado pelo cancelamento dos demais tipos de exames, consequência do isolamento social. Além disso, ainda há escassez de reagentes usados nos testes. “Há uma demanda global por insumos. Os Estados Unidos, por exemplo, estão aplicando testes em larga escala”, disse Marinelli. “Ainda assim, não deixamos de atender nenhum pedido”, acrescentou o presidente do Fleury, que está conseguindo entregar os resultados em 48 horas.

Para fortalecer seu caixa diante desse cenário, a companhia captou no mercado financeiro, na semana passada, R$ 550 milhões. Com 11 mil funcionários, o Fleury é um dos participantes do movimento de empresas que se comprometeram a não demitir pelo menos até o fim de maio. Apesar do isolamento social imposto nas cidades, que fez o Fleury reduzir o horário de funcionamento de algumas unidades, a rede acredita que há demanda pelas clínicas de atenção primária e uma das razões é que em São Paulo 25% da população tem alguma doença crônica, o que demanda um acompanhamento médico constante.

Hoje, os serviços de telemedicina e atendimento nas clínicas são ofertados para 100 mil clientes, ou seja, 10% da base total da SantéCorp, e o objetivo é estender aos demais usuários. No futuro, há intenção de abrir as clínicas para pessoas que não são clientes da SantéCorp.

“Temos uma plataforma que reúne o histórico médico do paciente. Além dos dados das consultas on-line, também podemos reunir os dados fornecidos pelas operadoras, com a devida autorização, e os exames realizados nos laboratórios do Fleury”, disse Oliveira.

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