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Colapso das redes ameaça 5 estados e o DF

O Globo informa que o sistema de saúde do Ceará chegou ao limite ontem: na terceira unidade federativa mais afetada pela Covid-19, todos os leitos de UTI estão ocupados. O esgotamento da rede hospitalar cearense reflete uma ameaça cada vez mais próxima de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas e Pernambuco, que completam, respectivamente, o topo do ranking de casos confirmados e mortes.

No Distrito Federal, todas as UTIs não destinadas à infectados pelo novo coronavírus estão ocupadas. No Rio de Janeiro, a capital já tem uma fila de ao menos 37 pacientes à espera de uma vaga nas unidades de terapia intensiva. Também faltam respiradores: dos 806 que a prefeitura comprou na China no fim do ano passado, faltam chegar 726. A administração do estado prometeu 2 mil leitos (UTIs e enfermarias) em hospitais de campanha, mas eles ainda não foram inaugurados.

No Ceará, diante da falta de leitos, a Secretaria da Saúde projeta um crescimento exponencial do número de óbitos: a partir do início de maio, a estimativa é de que as mortes passem de 250 por dia. Para se ter uma ideia, o total registrado até agora, entre 2.413 casos confirmados, é de 135 vítimas fatais. O governo estadual adquiriu 700 respiradores chineses e aguarda a chegada dos equipamentos; com eles, podem se instalar até 600 novos leitos de UTI no Ceará.

Na cidade de São Paulo, quatro dos 19 hospitais da rede municipal atingiram 100% da capacidade dos leitos de UTI reservados para pacientes de Sars-CoV-2. São todos na populosa Zona Leste: Tide Setúbal, Cidade Tiradentes, Ermelino Matarazzo e Dr. Ignácio Proença de Gouyea. Além disso, preocupa a ocupação das UTIs nos hospitais estaduais: o Hospital Geral de Pedreiras, o Vila Nova Cachoerinha, o Instituto Emilio Ribas e o Hospital de Clínicas (ambos referência no tratamento da Covid-19) estão com lotação em torno de 90%.

A cidade do Rio de Janeiro já tem uma fila de ao menos 37 pacientes à espera de uma vaga na UTI na rede pública. Do total de 619 leitos que a prefeitura administra pelo SUS, apenas oito estão disponíveis no momento, todas para internação de crianças. Na quarta-feira, havia 548 leitos ocupados. Os dados constam do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde, em um levantamento feito pela reportagem do GLOBO por volta das 20h de ontem.

O cadastro é dinâmico, e os números de leitos costumam variar a todo instante, quando há altas e internações de pacientes em toda a rede. Sem citar números, a Secretaria Municipal de Saúde negou que tenha lotado suas vagas. Em um balanço no início da noite de ontem, antes de o GLOBO ter acesso ao cadastro, a prefeitura afirmava que ainda havia leitos, por exemplo, no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, na Zona Norte, referência no tratamento contra o coronavírus que deve ganhar dez vagas de UTI hoje.

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