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Operadora diz seguir boas práticas médicas

Estadão completa que a Prevent Senior deu diferentes versões de justificativa ao longo do dia. Como posicionamento final, afirmou atuar em conformidade com as boas práticas médicas e argumentou que o número do processo na Conep foi incluído erroneamente no artigo.

Na primeira vez em que foi procurada, a empresa disse que “o nosso estudo é um registro de mundo real e não o estudo da Conep, que é outra proposta”.

Ao ser questionada sobre o fato de que a própria empresa havia colocado o número de aprovação da Conep no artigo divulgado, a operadora mudou a versão, informando que o estudo “utilizará pacientes dentro das datas estipuladas pela Conep”. “Só serão incluídos no estudo pacientes que iniciaram o protocolo a partir de 6 de abril. Antes da data, foram solicitados tratamentos compassivos por pacientes e seus familiares.”

Mais uma vez, a empresa foi questionada: o uso compassivo só é recomendado para pacientes em estado grave, sem opção terapêutica, o que não era o caso dos participantes da pesquisa. Para esse questionamento, a empresa afirmou que “na vigência de uma pandemia, o procedimento é totalmente justificável e protetivo ao paciente”.

Mais tarde, ao ser informada pela reportagem de que a Conep havia determinado a suspensão da pesquisa, a empresa mudou novamente a versão e disse que o manuscrito do artigo, amplamente divulgado por sua assessoria de imprensa, “foi disseminado de maneira não autorizada”. “Este manuscrito traz um levantamento clínico de dados de 26 de março a 6 de abril. Nele, foram relatados casos que não fazem parte da pesquisa aprovada. Sobre a aprovação no dia 14, este estudo será iniciado de forma prospectiva.”

Horas depois, a empresa emitiu nova nota na qual afirma atuar “em conformidade com as boas práticas médicas” e se submeter “rigorosamente às normas estipuladas pelas autoridades de saúde”. Segundo a empresa, o manuscrito disseminado na sexta-feira atribui, incorretamente, um número de protocolo na Conep. “Os dados sobre pacientes contidos no documento não se referem, portanto, à pesquisa autorizada pela comissão do Ministério da Saúde. Trata-se de números reais de atendimento, mas não vinculados ao protocolo clínico relativo ao número da Conep. Todos os esclarecimentos serão prestados à Conep e permitirão possíveis ajustes.”

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