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Autogestão prevê gasto de R$ 1,4 bi

Valor Econômico acrescenta que as operadoras de planos de saúde de autogestão, modalidade de convênio médico administrado pela própria empresa contratante, estimam que os gastos médicos com o tratamento da covid-19 para seus 4,7 milhões de usuários somem R$ 1,4 bilhão neste ano. Esse valor representa 6,2% dos custos médicos registrados pelo setor, em 2019.

A projeção é da União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) que se baseou em relatório do Credit Suisse e de estudo da Imperial College London, instituição de ensino britânica, que produziram análises sobre o impacto financeiro do novo coronavírus.

“Nas operadoras de autogestão, o impacto do novo coronavírus é maior porque temos uma carteira maior de idosos. Eles representam em média 30% da carteira e em algumas operadoras, chegam a 50%”, disse Anderson Mendes, presidente da Unidas.

Segundo Mendes, não há estimativa do impacto desses custos da covid-19 na taxa de sinistralidade das operadoras devido ao atual momento de incertezas, uma vez que é esperado um aumento nos casos de novo coronavírus, mas ao mesmo tempo tem ocorrido redução de procedimentos médicos eletivos.
No ano passado, as operadoras de autogestão registraram despesas médicas de R$ 22,4 bilhões e um faturamento de R$ 24 bilhões. A taxa de sinistralidade ficou em 90%.

Para chegar no cálculo dos custos assistenciais da covid-19, a Unidas usou dados do Credit Suisse que consideram um prazo médio de internação de 14 dias e que 5% dos pacientes acometidos pela doença necessitam de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). “Essa é uma projeção inicial, reflete esse momento, para termos algum norte. Isso pode mudar conforme o comportamento da população no isolamento social, caso seja descoberto algum medicamento ou vacina e outras variáveis”, disse o presidente da Unidas.

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