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Empresários apoiam uso de leitos privados para atender o SUS em fila única

A coluna Painel S/A, da Folha de S.Paulo, destaca que representantes de grandes setores empregadores apoiam a recomendação feita pelo Conselho Nacional de Saúde para que o ministério e as secretarias adotem o princípio da fila única diante da pandemia, ou seja, que os leitos de UTI privados sejam contratados para uso do SUS.

“Não tem o que pensar. Tem que fazer. É vida humana. Não tem esse negócio de rico ou pobre, de pode pagar ou não”, diz Joseph Couri, presidente do Simpi (que reúne micro e pequenas indústrias).

Humberto Barbato, presidente da Abinee (que representa a indústria de eletrônicos), também está a favor. ​”Acho que é necessário. Não pode deixar pessoas morrerem com leitos vazios. Isso cria preocupação para quem tem plano de saúde, mas temos que ter humanidade”, diz.

Um dos primeiros empresários a defender a ideia publicamente, Junior Durski, do Madero, disse na semana passada que considera a fila única humanitária. “Não pode deixar morrer porque não tem dinheiro para pagar. Não estou dizendo para virar socialista o resto da vida”, disse Durski, que no início da pandemia levantou polêmica na comparação entre a crise econômica e as mortes da Covid-19.

Nem todos concordam. Para Luigi Nese, da Confederação Nacional de Serviços, representante de empresas do setor, é difícil avaliar. “Eu não sei qual é a situação do SUS, não posso analisar de fora. Precisaria saber exatamente como está. Por exemplo, no Amazonas, dizem que tem leitos mas está um desmando total”, afirma ele.

“É tudo expectativa. Pode ser que não acabe. Não sou nem contra nem a favor”, afirma Nese. “Eu não sei se na iniciativa privada também existem leitos já tomados todos, espero que não”, diz ele.

A maioria dos estados brasileiros deve atingir neste mês a ocupação máxima dos leitos de UTI no SUS por causa da doença. No sistema privado, um número menor chegará ao limite em maio, segundo projeções de uma ferramenta criada por pesquisadores da UFMG em parceria com a Folha, com base em dados oficiais da pandemia.

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