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Intermédica acelera aquisição de hospitais

Valor Econômico relata que a pandemia deve fazer a operadora de planos de saúde NotreDame Intermédica acelerar seus planos de aquisição de hospitais. Alguns deles viram a receita cair pela metade e enfrentam dificuldades de caixa devido ao adiamento de cirurgias e outros procedimentos médicos eletivos, cujo custo é superior aos atendimentos de covid-19. No novo cenário, a prioridade passou a ser os pacientes acometidos pelo novo coronavírus.

“Aceleramos nossas negociações de hospitais”, disse Irlau Machado, presidente da NotreDame Intermédica. A operadora tem no radar dez hospitais localizados no Sul, região do país onde pretende aumentar a verticalização da Clinipam, grupo de saúde do Paraná adquirido em novembro por R$ 2,6 bilhões. Segundo Machado, há hospitais privados no país com uma taxa de ocupação de apenas 35%.

Segundo o presidente da companhia, apesar do atual cenário econômico, a expectativa continua sendo de expansão nesse ano. Essa sua perspectiva positiva ocorre porque em períodos de crise é comum haver migração de planos de saúde mais caros para produtos com preço inferior, segmento de atuação da Intermédica. Cerca de 70% das internações dos 3,6 milhões de usuários dos convênios médicos da operadora são realizadas em rede própria, o que contribui para controlar o custo médico.

Segundo Marcelo Moreira, diretor financeiro da companhia, até o momento não houve aumento na inadimplência dos clientes. A operadora flexibilizou o pagamento de empresas de grande porte de setores mais afetados pela crise, mas essa flexibilização, de acordo com Moreira, representa um impacto de menos de 5% da receita.

As pequenas e médias empresas ainda não atrasaram, nem demandaram negociações de pagamento dos convênios médicos. No balanço do primeiro trimestre, a companhia não sentiu reflexos da pandemia, uma vez que os casos do novo coronavírus aumentaram a partir de março. A tendência é que a companhia seja beneficiada, com a redução de custos médicos devido ao cancelamento ou postergação de procedimentos médicos eletivos.

A taxa de sinistralidade ficou em 68%. Nos três primeiros meses do ano, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 160,4 milhões, o que representa um avanço de 57% quando comparado ao mesmo período de 2019. A receita líquida avançou 34,7% para R$ 2,6 bilhões. “Com esse resultado no trimestre, esperamos uma receita anual acima de R$ 10 bilhões”, disse o diretor financeiro. Moreira acrescentou que a empresa cresce de forma sustentável com aquisições e expansão orgânica graças uma política comercial forte. A operadora incluiu em sua carteira 530 mil novos usuários, sendo 170 mil via crescimento orgânico.

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