Press "Enter" to skip to content

Presidente da Amil acredita que o legado que deve ficar da pandemia é a telemedicina

Daniel Coudry, CEO da Amil, participou da Live do CQCS, nesta terça-feira, 19/05. O executivo conversou com Gustavo Doria, fundador do CQCS. Coudry compartilhou como a empresa está passando pela pandemia. “Temos histórico sólido de resiliência que prevê coisas como essa. Como nos comportar durante uma greve de ônibus ou na greve dos caminhoneiros que foi um bom teste”, revelou.

A empresa começou a se planejar em fevereiro, quando começaram a receber as notícias da China. “Começamos a pensar como poderíamos agir e em meados de fevereiro estabelecemos o comitê de crise que se reunia uma vez por semana”, disse.

Ele ressaltou que a empresa começou a agir muito antes do estabelecimento da quarentena que, em São Paulo, começou em 18 de março. “Tínhamos 260 leitos de UTI. Fizemos cenários e começamos a planejar como abrir leitos de UTI. Isso não é simples porque envolve equipamentos e pessoas”, contou.

Coudry disse que o segundo ponto importante era decidir o que fazer com os 7 mil funcionários administrativos. “Colocamos 6,5 mil em home office. Quase a operação total do call center está em home office. Tivemos problemas, mas hoje tudo funciona perfeitamente”, garantiu. Ele revelou ainda que hoje são quase 400 leitos de UTI nos hospitais e que estão todos ocupados.

 O executivo compartilhou que houve dramas no meio do caminho. “Chegamos perto de faltar coisa, mas isso não aconteceu”, garantiu.

 O legado que deve ficar da pandemia é a telemedicina. “Somos corajosos. Quando entrei na Amil prometi fazer diferente. Colocar na prática o que tínhamos no papel”, afirmou. Ele revelou que quando a Amil implantou a telemedicina em 2019 choveram críticas. “Isso traz aprendizado. A pandemia trouxe catalisadores que aceleram reações e a telemedicina foi uma delas”, destacou. Ele disse que hoje a telemedicina acontece por whatsapp e também no aplicativo. “A Amil se preparou para isso”, garantiu.

A Amil também participou de várias ações solidárias com parcerias com costureiras para confecção de aventais descartáveis, parceria no Rio de Janeiro para disponibilizar 120 leitos em um hospital público que estava fechado. “Não falamos muito, mas fazemos bastante”.

O executivo contou que a Amil fez parcerias com as prefeituras do Rio de Janeiro e de São Paulo caso o setor público precise de leitos. “É a hora que temos que cumprir nosso papel. Essa ´sempre foi uma missão pessoal minha”.

 Ele contou ainda que a Amil cuida de 3,5 milhões de vidas e que a empresa passou por fases distintas na relação com o corretor. “Há 4 anos por motivos que eu desconheço, ela se afastou. Uma das minha primeiras prioridades foi voltar com essa proximidade com profissionalismo, reestruturando nossa área comercial”.

O futuro da distribuição está ligado ao futuro da pandemia que trouxe uma consciência maior para essa questão além do custo. “Vamos sofrer muito com a recessão que deve ser muito aguda e a consequência óbvia para nosso setor. Com o desemprego vamos sofrer e a vantagem agora é se colocar como parceiro e consultor dos clientes”, ressaltou.

No fim da live, o executivo disse que a crise traz dores, mas também traz oportunidades. “Vamos passar por momentos desagradáveis, mas sou um otimista por excelência e vamos sair dessa melhor do que entramos”, finalizou.

Be First to Comment

Deixe uma resposta

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial