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Ramo saúde apresenta grande potencial no cenário pós-pandemia

Os corretores de seguros devem estar atentos ao grande potencial de crescimento do ramo de saúde no cenário pós-pandemia. A avaliação foi feita, de forma unânime, pelos participantes da segunda edição do “CQCS Talks”, programa criado para ser um espaço para discussão do seguro, suas oportunidades e tendências. Com o tema “Corretor de Seguro Saúde: quais são as reais oportunidades?”, e mediado por Gustavo Doria Filho, fundador do CQCS, o programa reuniu Eduardo Kolmar, vice-presidente de benefícios da THB Group Brasil; Fabio Almeida, diretor Executivo da Amil; Marco Antonio Gonçalves, vice-presidente do Conselho Consultivo da MAG Seguros e José Carlos de Paula, diretor Executivo Comercial da Notre Dame Intermédica.

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Segundo Eduardo Kolmar, a pandemia do coronavírus trouxe a necessidade de o corretor estar disponível em tempo integral para atender as necessidades dos clientes. “A gente olha a questão do custo, da readequação e comportamento da carteira, a sinistralidade. É preciso entender a demanda. Será preciso fazer o mapeamento com o RH das empresas para a volta ao trabalho, ver o estado de saúde das pessoas, inclusive a saúde mental, cuja demanda aumentou muito, o absenteísmo. Ajudar o cliente a controlar e minimizar custos”, aconselhou.

Ele acrescentou que a telemedicina trouxe a oportunidade de se ter, em tempo real, mais indicadores sobre custos e sinistralidades, entre outros, o que pode ajudar no trabalho dos corretores.

Já José Carlos de Paula lembrou que o número de beneficiários da saúde suplementar caiu de 50 milhões para 47,1 milhões nos últimos anos, mas destacou que há “um espaço muito grande” para esse segmento voltar a crescer. Ele citou como “oportunidade” a “pejotização” (abertura de empresas) decorrente da mudança nas relações de trabalho.

Para o executivo da Notre Dame, essas novas empresas precisarão contratar planos de saúde, e a transformação digital pode ajudar o corretor nesse processo. “Hoje, qualquer corretor pode vender um plano de saúde utilizando uma plataforma com processo quase 100% digital. É uma venda simples, feita de casa ou do escritório.”, observou.

De Paula disse ainda que a telemedicina trouxe mudanças importantes. Na empresa dele, já são feitos seis mil atendimentos por dia. “O cliente comprou a ideia. É um modelo que não tem mais volta”, afirmou.

Por sua vez, Fábio Almeida apontou como foco principal do mercado a acessibilidade e sustentabilidade da carteira diante dos novos desafios que surgem com a pandemia. “Temos o produto que o cliente quer comprar, mas, muitas vezes, não tem capacidade. Então, é preciso pensar em planos mais acessíveis a um custo menor”, sugeriu o executivo da Amil, para quem a inadimplência e o desemprego devem aumentar no cenário pós-pandemia exigindo do mercado a ter um novo olhar, com foco no tratamento, na acessibilidade e manutenção dos clientes.

Almeida revelou que, na Amil, a média de cancelamentos de planos entre pequenas e médias empresas caiu 30% após o início da pandemia, mas a inadimplência aumentou 50%. “Então, é preciso fazer o contato com o cliente e entender os seus motivos. Se for a questão do preço, é importante compreender o problema e apresentar opções”, acrescentou.

Marco Antonio Gonçalves também mostrou otimismo quanto ao futuro do segmento. Na opinião dele, tanto os corretores quanto as seguradoras estão dando “um show de bola” diante da pandemia, o que terá reflexos no cenário que virá quando a crise terminar. “No day after, o mercado será maior e melhor, e não estou me referindo à ganância mercantil. O corretor será fundamental nesse processo, levando proteção e segurança ao cliente. Este é o momento do seguro. No “novo normal”, estaremos seguindo na direção certa”, asseverou.

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