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Estado de SP bate novo recorde de mortes por coronavírus e chega a 13 mil óbitos

Foram 434 vítimas registradas em 24 horas em meio à reabertura implementada pela gestão Doria (PSDB) 

O estado de São Paulo registrou um novo recorde de mortes por coronavírus, com 434 óbitos em 24 horas.

Com isso, o estado chegou a 13.068 óbitos nesta terça-feira (23). O último recorde havia sido na última quarta (17), com 389 mortes em um dia.

“Nós estamos com a curva de casos dentro da faixa prevista no limite superior, por conta do aumento da testagem, e, nos óbitos, estamos dentro da faixa prevista no limite inferior. Isso para provar que esse crescimento que está ocorrendo estava dentro das nossas previsões”, afirmou João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência de Coronavírus, em entrevista coletiva nesta terça.

“Obviamente que isso entristece a todos, nem tanto pelos números mas pelo que isso representa para familiares e amigos.”

O total de casos, que nesta segunda (22) ultrapassou os 220 mil: está em 229.475.

Segundo Gabbardo, o alto número de óbitos é reflexo da curva ascendente registrada no interior do estado, mesmo com uma diminuição registrada na capital, que foi o epicentro da pandemia no Brasil.

Nesta segunda, a gestão do governador João Doria (PSDB) anunciou que o interior do estado de São Paulo passou a capital no número de novos casos de coronavírus pela primeira vez.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marcos Vinholi, foram registrados 14,5% mais novos casos no interior em comparação ao município de São Paulo na última semana.

A expectativa do governo para a região metropolitana ainda é de estabilidade, mas só anunciarão se poderá haver uma mudança na fase do plano de reabertura para a área nesta sexta-feira.

Semanalmente, a gestão Doria faz um balanço do chamado Plano SP, que trata das ações de reabertura no estado. Dependendo dos índices que alcançarem, as regiões de SP podem tanto ser autorizadas a reabrir novos setores da economia quanto ser obrigada a fechar.

De acordo com Gabbardo, o aumento no número de óbitos também não pressionou os leitos de UTI, cuja taxa de ocupação no estado é de 65,7% e na grande São Paulo, 68%.

Sobre o inquérito sorológico que a Prefeitura de São Paulo está fazendo para descobrir quantas pessoas já foram infectadas pelo novo coronavírus, cujos resultados preliminares mostram que o número de infectados pode passar de 1 milhão, Paulo Menezes afirmou que a proporção é esperada.

“É esperada uma proporção importante da população ter tido infecção do vírus à medida que já estamos observando uma redução de internações aqui no município”, disse.

O secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann, também reforçou que não há expectativa de fechamento dos hospitais de campanha do estado.

Fonte: Folha de S. Paulo

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