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VidaClass patrocina atleta paralímpica de atletismo

Cega desde os 12 anos, Fabi não deixou que a deficiência a impedisse de se tornar uma atleta

Como plataforma de saúde a missão da VidaClass é promover o acesso aos serviços de saúde. Sob essa máxima a empresa também incentiva que os usuários de sua plataforma mantenham hábitos saudáveis como medida preventiva a qualquer doença. Diante disso, para incentivar esse hábito, a VidaClass patrocina a atleta maratonista paralímpica, Fabi Krystal, 40 anos, que perdeu a visão ainda quando criança.

Fabi é patrocinada na modalidade de atletismo e comenta sobre a importância das empresas criarem políticas internas para apoiar os atletas: “o patrocínio é muito importante para os atletas, principalmente para aqueles que não tem condições, precisam trabalhar e também treinar. Com o patrocínio da VidaClass, consigo pagar o meu atleta de apoio e a minha agência, por exemplo”. Além de maratonista, Fabi também joga o chamado “Futebol de 5” – modalidade do esporte exclusiva para atletas cegos ou com deficiência visual, que ela começou a treinar antes de se especializar como maratonista. Em 2009, ela jogou pela Seleção Brasileira Feminina e teve participação ativa na conquista do Mundial de Futebol de 5, que foi realizado na Alemanha, quando eles ganharam a final disputando com os donos da casa. O próximo Mundial de Futebol de 5 está previsto para acontecer no ano que vem e a atleta já está se preparando para retomar suas atividades no esporte também.

Correndo atrás de resultados
A escolha pelas pistas de corrida aconteceu de uma forma inusitada e não planejada há cerca de 11 anos. A atleta conta que tinha uma amiga, também cega, que gostava de correr e já competia, que a chamou para acompanhá-la em uma corrida. Quando Fabi chegou no local da competição, decidiu correr também, nascendo assim a paixão pelo esporte. Começou participando de campeonatos de rua e regionais, e atualmente, ela corre na modalidade meio fundo (800, 1500 e 5 mil metros) e já competiu em quatro edições da Corrida de São Silvestre.

Em 2011, ficou em 1º lugar na Meia Maratona de Mato Grosso do Sul – “eu havia recebido a informação de que a competição tinha um percurso de 10 quilômetros e fui surpreendida, quando cheguei à cidade e fui informada que o trajeto era de 21 quilômetros. Mesmo sem o treino apropriado, encarei e alcancei a vitória” – relata Fabi.

Retorno às pistas
Por conta da pandemia do coronavírus, as competições de corrida estão paradas por tempo indeterminado, por isso a atleta brinca dizendo que a pausa a transformou numa pessoa sedentária, já que ela está correndo “apenas” na velocidade de 8km/h na esteira. Ela já planeja o retorno às pistas, após cinco meses de descanso, em setembro e sonha, também, com a volta das competições. Em tempos normais ela participava de aproximadamente duas provas por mês.

Origem humilde
Nascida em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, Fabi conta que já nasceu com problemas visuais e por negligência médica e desconhecimento de seus pais que só perceberam o problema depois de alguns meses e graças à avó materna, que percebeu a dificuldade – “só enxerguei depois que fui batizada”, relata a atleta, mas dez dias depois de completar 12 anos, o problema visual se agravou e ela perdeu totalmente a capacidade de enxergar, mesmo depois de alguns tratamentos médicos específicos.

Radicada em São Paulo desde 2010, Fabi busca oportunidades no esporte e nas alternativas de tratamento visual, mas ressalta que a deficiência nunca a impediu de reunir coragem para buscar seus objetivos – “vim para São Paulo com a roupa do corpo e um ventilador na mochila” conta ela.

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