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Sharecare produz e-book sobre como reduzir a incidência de problemas de coluna nas empresas

Como reduzir a incidência de problemas na coluna nas empresas? 

De acordo com o Ministério do Trabalho e a Previdência Social, as doenças ocupacionais são aquelas produzidas ou desencadeadas durante o exercício de uma função. Os problemas relacionados com a coluna estão incluídos nessa classificação. As situações que dão ao trabalhador o direito ao auxílio-acidente e, consequentemente, afastamento de suas funções, são definidas como a
“redução em grau máximo dos movimentos do segmento cervical e lombosacro da coluna vertebral” — o que significa uma redução acima de dois terços do movimento das articulações.

O impacto das doenças ocupacionais nos trabalhadores é uma realidade. Segundo o Anuário Estatístico de Acidente de Trabalho da Previdência Social, 2,2% dos documentos CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) emitidos em 2017 incluem o grupo no qual os problemas de coluna fazem parte.

Empresas que se preocupam com a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores contribuem para a diminuição dessas estatísticas e evitam os impactos negativos em decorrência do afastamento de colaboradores das suas funções.  Pensando nisso, a Sharecare preparou um e-book que vai ajudar a sua empresa a reduzir a incidência de problemas de coluna entre os colaboradores.

Por que você deve se preocupar com a incidência de problemas de coluna na sua empresa?

De acordo com a Associação Nacional da Medicina do Trabalho (ANMT), a dor nas costas é realmente um problema em ambientes corporativos. Só no ano de 2017, foram 12.073 casos registrados de dorsalgia, sendo que mais de 700 deles resultaram no afastamento do colaborador. As maiores incidências estão relacionadas ao transporte de cargas e ao tempo em que o profissional permanece sentado — situação comum em ambientes de escritório e em departamentos administrativos. A mesma Associação faz uma projeção para o futuro das empresas. Estima-se que 65% a 90% da população ainda terá problemas com dores na coluna. Ou seja, dificilmente uma empresa que não se preocupa em prevenir o problema vai sair ilesa. Por isso, entenda melhor as consequências negativas.

Absenteísmo

Em síntese, o absenteísmo é a ausência do profissional em seu posto de trabalho, seja ela por atrasos ou saídas frequentes, seja ela pela falta em um dia de expediente. De acordo com pesquisadores da Universidade Federal Fluminense, as causas do absenteísmo podem ser classificadas em conhecidas e ignoradas, sendo que:

• as conhecidas envolvem os períodos de afastamento previstos por lei, como férias e licença-maternidade;
• as ignoradas incluem os afastamentos por problemas de saúde do trabalhador.

Entre as principais causas ignoradas estão as doenças ocupacionais, o que inclui os problemas na coluna. O excesso de ausências prejudica a organização como um todo. Afinal, a sobrecarga das equipes e os atrasos nos cronogramas são algumas das consequências negativas do absenteísmo. 

Afastamentos
A Revista CIPA, uma das principais publicações sobre segurança e saúde do trabalho, revela que as dores lombares foram responsáveis por 24 mil afastamentos de profissionais nos postos de trabalho só no ano de 2016. Os impactos negativos dessa situação para as empresas podem ser tão ou mais graves que os do absenteísmo, já que, no afastamento, a tendência é que os colaboradores fiquem ausentes por um tempo maior.

Queda na produtividade

Outra matéria publicada na Revista Cipa sugere que empresas que não dão a devida atenção às questões ergonômicas tendem a sofrer com a queda de produtividade, já que a ergonomia torna a jornada de trabalho menos exaustiva e, com isso, as equipes podem produzir mais.

A matéria ainda aponta que o conceito de ergonomia é uma herança da engenharia industrial, que busca promover as melhores condições de trabalho considerando postura e tempo de descanso. O objetivo é desenvolver uma relação produtiva entre os profissionais e suas atividades laborais.

Como reduzir a incidência de problemas de coluna entre os colaboradores?

De acordo com o Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho, o Brasil acumulou mais de 430 mil dias de trabalho perdidos por afastamento. De 2012 até o primeiro semestre de 2020 foram mais de 3 milhões de notificações no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan), sendo que as distensões, torções e lesões imediatas
somam mais de 600 mil casos. Entre as principais causas desses problemas, destacam-se as faltas de medidas de proteção e a realização de exames médicos periódicos. Por
esse motivo, trouxemos algumas sugestões que podem ser adotadas nas empresas para que reduzam os problemas de coluna nas equipes e, consequentemente, fiquem longe dessas estatísticas.

Ter atenção às normas regulamentadoras

O Ministério do Trabalho reconhece que as empresas devem zelar pela saúde física dos seus colaboradores. Para isso, estabelece as Normas Regulamentadoras (NR), um conjunto de orientações e procedimentos relativos à segurança e medicina do trabalho. Atender às suas especificações é uma obrigação das organizações, e o não cumprimento pode acarretar multas e outras penalidades previstas na legislação. 

Sendo assim, uma das formas de garantir a saúde e o bem-estar do colaborador, assegurando sua integridade física, prevenindo a lombalgia e outros problemas relacionados à coluna cervical, é seguir corretamente a NR 17, que visa:

• estabelecer parâmetros para que os profissionais possam desempenhar suas funções com conforto e segurança;

• orientar os procedimentos e ferramentas necessárias para que os profissionais possam lidar com levantamento, transporte e descarga de materiais, evitando dores e lesões nas articulações;

• definir as disposições ideais de mobiliário, equipamentos e condições dos postos de trabalho, estabelecendo requisitos mínimos para o conforto, como altura do assento, entre outros.

Considerar o perfil dos colaboradores

Todo e qualquer programa de prevenção à saúde, para que seja eficiente, deve ser personalizado. Isso significa que a empresa deve considerar uma análise do perfil dos colaboradores e entender como eles utilizam os recursos de saúde, para que consiga implementar estratégias que realmente façam a diferença na sua população e facilite com que os objetivos sejam atingidos.

A partir dessa percepção, as empresas podem investir em palestras, programas de conscientização e plataformas que possibilitem aos seus colaboradores entender a importância do autocuidado com a saúde. A educação em saúde potencializa os efeitos dos programas preventivos.

Fazer uma ponte entre os programas de prevenção e as políticas de benefícios

Como destacamos anteriormente, profissionais que lidam com o transporte de cargas e que desempenham suas funções no escritório são mais suscetíveis aos problemas de coluna. Por esse motivo, as políticas de benefícios podem caminhar ao lado dos programas de prevenção, assegurando a saúde e a integridade física dos colaboradores.

Folgas em dias de aniversário, jornada flexível e outras ações que diminuam o tempo de permanência do colaborador dentro da empresa, aliadas aos programas preventivos, diminuem a exposição do profissional a fatores que, em longo prazo, podem resultar em uma lombalgia e outros problemas de coluna.

A adesão da jornada flexível aos programas de qualidade de vida apresenta uma melhora expressiva na diminuição dos índices de doenças ocupacionais. Uma pesquisa realizada pela USP concluiu que “um colaborador que pode descansar por mais tempo reduz a exposição aos riscos à saúde”.

Buscar programas especializados em prevenção

A medicina preventiva é considerada uma das ações mais eficientes para redução de custos, aumento da produtividade e da qualidade de vida dos colaboradores.
Sabendo da importância da prevenção, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) dispõe de um manual técnico que orienta a criação e adoção de programas especializados em prevenção para operadoras de saúde e empresas preocupadas em oferecer uma boa gestão de saúde aos
colaboradores.

Entre os fatores de risco e proteção para as doenças, há um tópico especialmente voltado para as dores na coluna, associando a lombalgia ao sedentarismo e reforçando a importância de um estilo de vida saudável para a prevenção do problema.

Nesse sentido, o Programa de Coaching Preventivo da Sharecare ajuda a promover qualidade de vida e a prevenir essas e outras doenças. Por meio de uma equipe multidisciplinar de educação, o programa orienta os usuários na prática de exercícios físicos, manejo do estresse, alimentação saudável, controle de peso e prevenção da depressão.

O Coaching Preventivo incentiva a mudança de comportamento. Para isso, busca realizar um atendimento personalizado e facilitado por meio da tecnologia e do teleatendimento. A Gestão em Ortopedia também é fundamental nesse processo. Falaremos dela a seguir.

Quais os benefícios de utilizar a Gestão em Ortopedia da Sharecare?

A Sharecare também sabe que, no Brasil, a dor nas costas é uma das principais causas dos afastamentos dos trabalhadores das suas atividades laborais. De um lado, o problema afeta não só o desempenho profissional do colaborador, mas também a sua qualidade de vida. Do outro, um colaborador afastado significa perda de produtividade e aumento de custos para as empresas.

A Gestão em Ortopedia da Sharecare é uma solução única no Brasil e visa contribuir com a gestão de saúde das empresas para que não sejam tão afetadas por essas situações. 

O programa clínico foi desenvolvido para auxiliar no tratamento de um conjunto de lesões que envolvem, além da coluna, o joelho e o ombro. Por meio da tecnologia e do telemonitoramento, os profissionais da Sharecare atendem e acompanham a distância pessoas que se queixam de dores articulares, fazendo a ponte entre ortopedistas e fisioterapeutas. Conheça os principais benefícios do programa para as empresas e seus colaboradores.

Redução de custos indiretos

Atendimentos personalizados e preventivos aumentam as chances de melhorias dos problemas relacionados com a coluna cervical. Como o acompanhamento envolve a evolução da dor, acaba se refletindo na diminuição do número de internações e tratamentos complexos, reduzindo os custos relacionados ao absenteísmo e à perda de produtividade.

Além disso, o coaching preventivo orienta os pacientes na busca por um estilo de vida saudável, atuando no combate do estresse e da obesidade, o que acaba por contemplar a economia dos possíveis gastos relacionados à saúde mental e ao sobrepeso. 

Atendimento personalizado

O programa busca tratar as queixas do paciente de forma preventiva, de maneira global. Para isso, o atendimento vai além do problema principal, com o monitoramento realizado via telefone, SMS, materiais educativos e visitas domiciliares. A análise do perfil do paciente considera:

• coluna — cervicalgia, dorsalgia, lombalgia e transtornos discais;
• joelho — ruptura de ligamento e lesões degenerativas;
• ombro — lesões.

Equipe multidisciplinar

O programa conta com uma equipe de especialistas capacitados para auxiliar os pacientes em todas as etapas do problema:

• assistentes sociais;
• educadores físicos;
• enfermeiros;
• farmacêuticos;
• fisioterapeutas;
• nutricionistas;
• psicólogos.

A orientação envolve uma central de atendimento receptiva com essa equipe multidisciplinar para dúvidas e direcionamento para a rede de profissionais mais adequados à situação atual do paciente, vinculados ao plano de saúde do beneficiário.

O programa clínico da Sharecare disponibiliza coachings de saúde habilitados para orientar e dar suporte no plano de tratamento prescrito, com foco no alívio das dores articulares.

Dicas de coaching

A equipe multidisciplinar também faz o atendimento de apoio por meio do aplicativo FisioClub, possibilitando o acompanhamento diário de exercícios indicados por especialistas

Conclusão

Chegamos ao final do nosso e-book! Esperamos que tenha aproveitado a jornada até aqui e que as dicas deste material possam contribuir de maneira positiva com a gestão de saúde corporativa. Como você pôde notar, a ergonomia e os programas de prevenção à lombalgia formam um conjunto poderoso no combate aos problemas de coluna dos trabalhadores.

O investimento em medicina preventiva é essencial para que a rotina de trabalho seja menos exaustiva e mais agradável, contribuindo para que os profissionais encontrem o equilíbrio entre a vida profissional, pessoal e saúde física e mental. Quando uma empresa olha para seus colaboradores de forma mais humanizada e busca investir em medidas que possam promover melhorias nas condições físicas de saúde, ela ganha não só em produtividade, mas também na diminuição do absenteísmo e dos afastamentos.

Também se posiciona como uma boa marca empregadora frente ao mercado, se destaca da concorrência, estrutura uma equipe satisfeita e, como consequência, obtém melhores resultados. Não meça esforços para garantir saúde e qualidade de vida aos trabalhadores: a empresa só tem a ganhar com isso. 

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