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Vacina contra covid-19 deve ser disponibilizada nos primeiros meses de 2021, segundo Anvisa

Antônio Barra Torres avalia que provavelmente teremos mais do que uma vacina aprovada. O presidente da agência falou ainda durante a ‘Live JR’ sobre a liberação de medicamentos para doenças raras e o canabidiol

O começo de ano de 2021 é previsão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para que a vacina contra a covid-19 esteja disponível para imunizar brasileiros, segundo estimou Antônio Barra Torres, presidente da agência, em entrevista concedida à Record, durante a ‘Live Jr’ da última sexta-feira (18).

Aos jornalistas Eduardo Ribeiro, o apresentador Celso Freitas e a repórter Catarina Hong, Torres explicou que o tempo de aprovação da vacina é tão inédito quanto uma pandemia de tão grande proporção: “Em tempos normais, um protocolo de desenvolvimento vacinal leva uma década ou mais do que isso”.

O Brasil tem três protocolos com testes em andamento e um quarto protocolo que em breve será iniciado com testagem em voluntários. Hoje a Anvisa anunciou a ampliação de uma destas grandes pesquisas. Torres afirmou que tecnologias diferentes entre estas vacinas são um fator de força e lembrou que o evento de recuo em uma das vacinas seguiu protocolos de segurança e os testes já foram retomados.

A repórter Catarina Hong questionou o alto valor dos produtos à base de cannabis, devido ao custo da importação. Torres afirmou que não cabe a uma agência reguladora criar um setor de economia que não existe, por isso votou contra a liberação do plantio de cannabis, mas complementou que há projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que podem criar esta atividade econômica. “Como médico votei favoravelmente ao registro dos produtos e medicamentos à base de cannabis, porque apesar de haver falta de uma comprovação científica mais sólida faltante, não tenho dúvida que em há situações desesperadoras em que o canabidiol, um dos canabinoides presentes na cannabis ativa, têm um efeito muito bom quando usado na Síndrome de Dravet, que provoca convulsões a centenas durante o dia, que a fazem a pessoa perder os dentes pela contração da maxila, e estes produtos fazem ceder estas crises, assim como aplicações em dores crônicas”, opinou.

Celso Freitas falou ainda sobre o recente registro no Brasil do medicamento Zolgensma, cujo valor gira em torno de R﹩ 12 milhões, mas que apenas uma aplicação, feita antes dos dois anos de vida do portador de AME (Atrofia Muscular Espinhal), pode garantir a cura. “Hoje está medicação é a mais cara do mundo, a imprensa noticiou que o próprio SUS concedeu o tratamento e o custeio para uma pequena paciente. Entre o protocolo e o registro do Zolgensma, foram apenas sete meses, temos a complexidade do processo, mas estamos nos esforçando para encurtar prazos. Agora vamos torcer para que este custo diminua”, disse Torres.

Regina Próspero, Presidente do Instituto Vidas Raras, participou da entrevista enviando sua pergunta pelo YouTube e apontou que o Brasil vem perdendo posição em ensaios clínicos em relação a outros países, destacou que a aprovação costuma ser 85% mais morosa que em outros países e pediu para que a Anvisa dê mais celeridade para as aprovações destes pedidos. “A possibilidade do registro abre portas para tudo e é uma preocupação encurtarmos estes prazos”, garantiu Torres.

Esse e outros assuntos podem ser acessados na ‘Live JR’.

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