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Prevenção e tratamento precoce podem reduzir em até 90% o risco de desenvolver doenças cardiovasculares

Atividades físicas regulares, boa alimentação e hábitos de vida saudáveis podem ajudar na prevenção dessas doenças

No próximo dia 29 é celebrado do Dia Mundial do Coração, que tem como objetivo sensibilizar a população sobre a importância de manter o coração saudável. As doenças cardiovasculares como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, são hoje as principais causas de morte no mundo e é responsável por 30% dos óbitos ocorridos no Brasil, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os especialistas alertam: quanto antes começar a prevenção, mais efetivo será o tratamento. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), somente em 2020, 270 mil brasileiros já morreram por doenças cardiovasculares. A adoção de hábitos saudáveis e a conscientização sobre os fatores de risco para doenças coronarianas tornam-se ainda mais relevantes no atual momento de pandemia mundial. Para lembrar a data e alertar a população, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz iluminará a portaria e os espelhos d’agua da Unidade Paulista.

“As doenças cardiovasculares podem ser silenciosas no começo, o que leva o indivíduo a não se cuidar e evitar uma complicação do quadro”, explica Dr. Fabio Lario, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “Muitas vezes os pacientes chegam no consultório quando estão com algum sintoma, e isso já pode ser um indicativo de que a doença está evoluindo para um quadro mais grave”, complementa.

Prevenção mesmo em meio a pandemia do novo coronavírus

Com uma pandemia sem precedentes e com a população tendo que rever sua rotina e hábitos de vida, muitas pessoas reduziram a frequência da prática de atividades físicas ou passaram a ser sedentárias. Isso somado ao estresse, ao aumento do consumo de bebidas alcóolicas e do tabagismo podem influenciar diretamente na saúde do nosso coração. Para reverter a situação, é preciso se reinventar e retomar alguns pequenos hábitos, para que o corpo entre em um ritmo saudável.

O cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz esclarece que introduzir na sua rotina uma dieta mais saudável, rica em vitaminas, alimentos naturais, sem excessos, já é um bom começo principalmente em tempos em que as tentações na alimentação estão ainda maiores. “Evitar os alimentos ultra processados, gordurosos e com muito sal é essencial para manter a saúde do coração e reduzir os índices de colesterol, principal causador da aterosclerose, que é a formação de placas de gordura nas artérias. Essa gordura provocam o endurecimento e o entupimento dos vasos sanguíneos”, aponta Lario.

O médico ainda indica que a prática de 150 minutos de atividade semanal moderada oferece 98% dos benefícios para o coração. Esse tempo pode ser distribuído ao longo dos dias, como sessões de 10 minutos a 30 minutos, por exemplo. Atividades moderadas como uma caminhada rápida, e afazeres cotidianos como ir a pé aos locais mais próximos da residência ou trabalho, ou ainda priorizar o uso de escadas aos elevadores podem ser facilmente incorporados à rotina diária e fazem grande diferença na saúde do indivíduo. Atividades que podem diminuir o estresse, como yoga e meditação, são bem-vindos nesse momento além de trazer mais qualidade de vida.

Outro ponto que anda preocupando os especialistas é a diminuição da procura por consultas de rotina, e da realização de exames de check-up, que são essenciais para manter o controle das doenças. “Já tínhamos uma dificuldade grande para conscientizar os pacientes para que começassem os exames preventivos o quanto antes, e com a pandemia, as coisas se agravaram”. O médico explica ainda que é sempre importante tomar as medidas de higiene e precauções necessárias para combater o vírus da Covid-19, mas isso não pode ser um fator exclusivo no momento de procurar auxílio médico. “O paciente pode checar antecipadamente quais as medidas de segurança o Hospital está adotando, como ele deve seguir na consulta, e seguir as orientações. Deixar de acompanhar a sua saúde pode ser perigoso a longo prazo”, explica.

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