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Cardiologistas do dr.consulta ressaltam a importância da prevenção durante a pandemia

Comorbidades mais frequentes entre os óbitos nos pacientes com Covid-19 acima dos 60 anos, a preocupação com as cardiopatias atinge também as pessoas mais jovens

Em meio à pandemia, entre os meses de maio e agosto deste ano, o dr.consulta realizou 4.372 consultas de cardiologia, somando apenas os pacientes com idades entre 25 e 49 anos – pessoas que, em teoria, estão fora do grupo de risco quando se pensa no coronavírus -, superando uma média mensal de mil consultas por mês. Para os especialistas, a procura se deve à necessidade que os pacientes sentiram de adotar a prevenção como mais uma forma de evitar os mais graves efeitos da doença.

“Entre os fatores que destacamos como principais causas das doenças do coração, estão a má alimentação e a ausência de uma rotina de atividade física, além do aumento da ansiedade diante das incertezas do cenário da saúde mundial. Claro que analisamos caso a caso e há outros fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma cardiopatia, variando muito entre os pacientes. Por isso, temos como procedimento para os atendimentos cardiológicos a realização, já na primeira consulta, do eletrocardiograma, o que nos permite analisar melhor o quadro de cada um”, explica a especialista Dra. Thais Maria Romão.

E se os mais jovens se mostraram mais atentos à saúde do coração, os pacientes mais velhos, acima de 60 anos, também procuraram pela cardiologia, uma das especialidades mais fortes no quadro de serviços ofertados pelo dr.consulta. No mesmo período, entre maio e agosto, foram realizadas 4.286 consultas, uma média mensal de cerca de 1.075. “Observamos que as mulheres são mais atentas quando se pensa em prevenção e são mais cautelosas com a própria saúde. Já os homens, normalmente, procuram o consultório já com quadros mais sérios e que, muitas vezes, demandam intervenções. O principal diagnóstico que pudemos constatar foram os casos de hipertensão”, complementa a especialista.

Diante do contexto de isolamento e dos problemas econômicos causados pela crise mundial de saúde, quadros de estresse, ansiedade e tensão aumentam o perigo e deixam as pessoas mais vulneráveis a infartos e arritmias cardíacas, analisam os médicos. A mudança radical do estilo de vida é preocupante e isso só traz uma razão a mais para que as pessoas procurem os médicos e mantenham seus exames em dia. Além disso, explica Thais Romão, é fundamental seguir as orientações para reduzir os riscos nas pessoas que não apresentam nenhum sintoma.

Antigas conhecidas de todos, as dicas para a prevenção das doenças que afetam o coração reúnem o que se pode classificar como a adoção de hábitos saudáveis.

“É importante que, sempre que possível, as pessoas preparem a própria comida de forma saudável e façam do exercício físico um hábito, como tomar banho ou escovar os dentes. Movimentar-se, principalmente para aquelas pessoas que trabalham o dia inteiro sentadas, é essencial. Também é fundamental destacar a importância de manter uma rotina de sono – indo dormir e despertar no mesmo horário, por exemplo -, com ao menos sete horas diárias de repouso. Outra orientação que sempre temos que repetir diz respeito ao cigarro – todos os estudos que conhecemos nos reafirmam os males que o hábito de fumar traz não só ao coração, mas ao corpo humano em geral”, complementa. Segundo a especialista, a má alimentação e o ganho de peso foi algo perceptível durante a pandemia, o que desregula índices importantes para o bom funcionamento do organismo, como o colesterol e a glicemia, principalmente nos pacientes que já possuem histórico de cardiopatias e diabetes, por exemplo. “Sem dúvida, o aumento número de infartos em pessoas com idade por volta dos 35 anos se deve muito à ausência de uma alimentação correta, com todos os nutrientes necessários”, analisa ela.

Escolhido pela Organização Panamericana de Saúde (OPAS/OMS), o Dia Mundial do Coração, em 29 de setembro, visa alertar a população sobre a importância dos cuidados com o coração antes do aparecimento das doenças. No mundo inteiro, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte. Dados que, como foi possível observar, podem ser revertidos com a conscientização das pessoas e cuidados simples, que estão ao alcance de todos.

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