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Cuidados e exames para gestantes devem continuar na pandemia

Doutor Victor Bunduki é ginecologista e especialista em saúde materno-infantil do CDB Medicina Diagnóstica

A pandemia do novo coronavírus resultou em uma queda significativa no número de exames de pré-natal, ainda que a atividade médico-obstétrica, tanto de pré-natal como de ultrassonografia, nunca tenha sido alvo de recomendação de parada. Ainda assim, o medo da contaminação fez com muitas gestantes deixassem de realizar exames no período gestacional. Na realidade, a atividade obstétrica previne a possibilidade de complicações na gestação advindas do fato de não se realizarem exames adequados e de rotina.

Exames como ultrassonografia e US obstétrica são procedimentos primordiais para diagnosticar doenças e deficiências, no primeiro e no segundo trimestre de gravidez, bem como tratá-las e corrigi-las com medicações ou suporte nutricional. Quaisquer irregularidades na formação saudável do feto devem ser expostas e solucionadas, sempre tendo em mente o que é próprio da fase avaliada e o que merece investigação. Ao mapear o desenvolvimento da criança podemos realizar diagnósticos e tratamentos mais eficazes, tanto para a mãe quanto para o bebê. Em meio à pandemia, não existem evidências científicas que comprovem que a fase gestacional exige mais cuidado.

Assim, é fundamental que as gestantes e puérperas tomem ciência de que a ida ao laboratório e ao médico são fundamentais para manter a boa saúde delas e das crianças. Os locais onde são realizados os exames, como os laboratórios CDB Medicina Diagnóstica – pertencente ao Grupo Alliar -, encontram-se devidamente equipados e executam todos os procedimentos de segurança e higienização para manter a proteção das pacientes. Outro ponto a ser levado em consideração é a qualificação dos médicos, sendo eles os mais indicados para fornecer informações atualizadas sobre assuntos do período gestacional relacionada à Covid-19 e as particularidades da gravidez de cada paciente.

Os cuidados durante a gestação, parto e amamentação podem variar de acordo com os sintomas da mãe. A passagem do vírus de mãe para o feto parece não ocorrer, a não ser no periparto, mas não há uma malformação embrionária que possa ser indubitavelmente imputada ao Covid-19. Durante a amamentação, pode ocorrer a transmissão pela via respiratória. Porém, os benefícios da amamentação parecem superar os riscos da infecção, mas é recomendado o uso de máscaras e higienização das mãos durante o ato.

Finalizando, os exames e o atendimento pré-natal podem ser oferecidos normalmente e as grávidas podem manter a programação de exames e consultas em dia, sem precisar se preocupar com nada além da gestação em si, assim tomando os cuidados necessários. Esses incluem lavagem frequente das mãos com água e sabão, uso de álcool em gel a 70%, limpeza e desinfecção regulares de superfícies frequentemente tocadas em casa, monitoramento de quaisquer sinais ou sintomas consistentes com a Covid-19, buscando atendimento precoce por um profissional de saúde, caso apresentem quadro clínico ou resultado positivo de exame para Coronavírus.

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