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Palavra de especialista: médica neonatologista fala da importância do Dia Mundial da Prematuridade

A data, lembrada no próximo dia 17, é parte da campanha Novembro Roxo

Na próxima terça-feira, 17 de novembro, é lembrado o Dia Mundial da Prematuridade. A data, celebrada em mais de 50 países, tem como objetivo discutir estratégias para redução do nascimento de prematuros e melhoria no cuidado desses bebês. Mas você sabe o porquê é tão importante falar em prematuridade?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a SBP, só no Brasil, mais de 12% dos nascimentos acontecem antes da gestação completar 37 semanas, o que significa mais de 900 bebês prematuros nascendo diariamente. Os números são preocupantes. A médica pediatra e neonatologista Isabel Firmino, do Hospital Anchieta de Brasília, comenta que a prematuridade é um problema de saúde pública complexo, pois se trata de uma questão multifatorial.

“Sem dúvida o pré-natal tem um papel fundamental no combate aos nascimentos prematuros porque é nele que fatores de risco como infecção materna, hipertensão e diabetes são diagnosticados e podem ser devidamente tratados”, pontua a especialista. Além disso, ela destaca que o acompanhamento adequado da gestante permite que, apesar de a prematuridade ser inevitável em alguns casos, ela possa receber cuidados e intervenções para que o desenvolvimento do bebê prematuro seja melhor.

Para Dra Isabel, ter um atendimento adequado no pré-natal é uma das principais ações para redução da prematuridade, mas nem sempre ela pode ser evitada, seja por doenças maternas ou do próprio bebê. “Nesses casos, é muito importante que o nascimento aconteça em um hospital que tenha Unidade de Terapia Intensiva Neonatal para que esses bebês recebam todo o cuidado necessário”, acrescenta.

Ela continua: “as internações são prolongadas e a rotina de cuidados extremamente minuciosa porque não se trata apenas de um paciente em estado crítico, mas de um pequeno bebê, ainda em formação e o ambiente deve ser favorável para que o desenvolvimento dele seja adequado”.

A médica também ressalta a importância dos pais nesse processo. “Apesar do medo e da ansiedade, eles são encorajados a participar dos cuidados para que o tão sonhado dia de levar o bebê para casa seja de plena felicidade e segurança”, diz.

Mas e o recém-nascido? Ele precisa de cuidados específicos?

Segundo a especialista, os cuidados com o recém-nascido prematuro precisam ser redobrados. “Eles passam pela regulação térmica criteriosa (por isso incubadoras aquecidas e umidificadas), controle glicêmico, cuidados com os possíveis problemas respiratórios, neuroproteção para evitar hemorragia intracraniana”, explica. Ela conclui: “vigilância e tratamento de infecções que podem acontecer pela imaturidade do sistema imunológico, controle de problemas cardiovasculares específicos da prematuridade, medidas de controle de dor (principalmente as não farmacológicas), controle ambiental de luminosidade e ruído para favorecer o neurodesenvolvimento)”.

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