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Modelos assistenciais passam por mudanças com Covid-19

Durante evento online, players do setor debateram a capacidade de adaptação em meio à crise; Conahp segue em seu último dia de programação (20)

A crise de enfretamento ao novo coronavírus fez com que o setor de saúde ampliasse sua capacidade de transformação e adaptação, atuando contra um inimigo ainda desconhecido. Para fomentar esse debate, o Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp) convidou Leandro Tavares, vice-presidente médico da Rede D’Or São Luiz; Rodrigo Guerra, superintendente executivo da Central Nacional Unimed (CNU); Luiz Eduardo Loureiro Bettarello, diretor- executivo médico e de desenvolvimento técnico da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e contou com a moderação de Diogo Dias, diretor clínico do Hospital Porto Dias.

Representando uma das principais redes do Brasil, Tavares destacou o quanto a pandemia reafirmou a complexidade do setor de saúde. “Em um mundo pré-pandemia, eram muito comuns discussões binárias de modelos assistenciais. A pandemia trouxe a real dimensão do setor e como é difícil utilizar literatura estrangeira para direcionar as questões de saúde aqui no Brasil”, enfatizou.

Em sua fala sobre o momento de adaptação dos modelos, Bettarello apresentou as principais mudanças promovidas no dia a dia de um dos maiores hospitais do país. “A adequação de estruturas e separação de fluxos, para garantir o atendimento a todos, foram fundamentais. Outro foco foi cuidar de quem cuida de nós, nosso corpo clínico e colaboradores”.

Destacando a cooperação entre o setor, Guerra ressaltou alguns dos principais ensinamentos da pandemia, como a implementação das tecnologias. “A pandemia nos trouxe a capacidade de reagir ao inusitado de forma rápida, além da incorporação de questões que ainda enfrentavam muita resistência, como o home office e o teleatendimento”.

Com o tema da recomendação para adiamento de procedimentos eletivos figurando mais uma vez na imprensa, Tavares ressaltou que realmente precisamos aprender com os erros do início da pandemia, pois a situação fez com que pacientes crônicos interrompessem seus tratamentos, agravando boa partes dos quadros clínicos. “Interromper cirurgias liberam um tipo de leito que os pacientes Covid não usam. Mais uma vez, estão tentando interromper o tratamento dessas pessoas, como se essa fosse a resposta”, finalizou.

O Conhap 2020 segue com plenárias exclusivas até hoje (20). As inscrições, que neste ano são totalmente gratuitas, estão abertas e podem ser feitas pelo site https://evento.conahp2020.com.br/

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