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Dúvidas sobre os implantes dentários? Cirurgião dentista explica como funciona o procedimento

Doutor Fábio Ricardo Loureiro Sato sana as principais incertezas que rodeiam o assunto

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente e mais de 40% da população acima de 60 anos já perderam toda a arcada dentária. Isso porque até alguns anos atrás todo dente que tinha algum tipo de problema, como cárie ou problema periodontal, era indicado para extração, fazendo com que chegássemos a esses números alarmantes.

Além de perdê-los, tornando difícil a mastigação, existe também o peso da questão psicológica envolvida com a perda de um órgão e a influência negativa na autoestima. Além disso, antigamente, a reabilitação com próteses dentárias totais, conhecidas por dentadura, também era algo insatisfatório, não só por causa da estética inadequada e incômodo, mas também pela falta de adaptação da mesma, que acabava soltando nas atividades diárias, como durante a alimentação e conversação.

Felizmente, os estudos que envolvem implantes dentários estão bem avançados, desde a descoberta do processo de osseointegração em meados dos anos 1960 que revolucionou a forma de tratar os pacientes com perda dos dentes. Por ser algo relativamente novo, o procedimento causas dúvidas na população. Em virtude desse fato, o Dr. Fábio Sato, cirurgião bucomaxilofacial, respondeu algumas das principais dúvidas envolvendo esses implantes:

• Existe chance de rejeição dos implantes?

O implante é confeccionado em titânio, sendo um material biocompatível sem possibilidade de rejeição. A taxa de sucesso dos implantes atuais é superior a 95%, e o que pode acontecer é que em poucos casos pode não ocorrer o processo de osseointegração, ou seja, quando não existe a formação de osso ao redor do implante, sendo necessária a reinstalação dos mesmos.

• Da para colocar o implante e a prótese no mesmo dia?

Em todos os casos o paciente já sai utilizando alguma prótese no dia da cirurgia, ou seja, em nenhum momento elefica sem os dentes. Entretanto, somente em algumas situações é possível fazer a chamada carga imediata, ou seja, a prótese já ser instalada sobre o implante no dia da cirurgia, sendo que quando isso não é possível, ela precisa ficar apoiada em outros dentes.

• E se não tem osso, o que preciso fazer para ter reabilitação com implantes?

O princípio básico para a instalação dos implantes dentárias é a existência de osso suficiente para a instalação. Quanto esse osso não é suficiente, o mesmo vai ser reabsorvido com o tempo após a perda dentária, em muitos casos é necessário antes fazer uma cirurgia para colocação de enxerto ósseo, que pode ser osso do próprio paciente ou algum tipo sintético.

• Existe diferença entre marcas dos implantes?

Hoje existem diversas marcas de implantes no mercado, tanto nacionais como importados. A diferença entre elas fica principalmente na precisão do encaixe das peças e a qualidade da matéria prima, que podem refletir na vida útil dos mesmos, mas o princípio é o mesmo para todos.

• Existe contraindicação para os implantes?

A maioria dos pacientes pode ser reabilitado com implantes dentários, porém existe contraindicação, como em casos de doenças sistêmicas descompensadas, exemplo diabetes, uso de algumas medicações específicas, pacientes que sofreram radioterapia na região da cabeça e pescoço, crianças e adolescentes ainda em fase de crescimento, entre outros. Os pacientes tabagistas não são exatamente contraindicados, mas a taxa de sucesso dos implantes é menor, por conta dos efeitos colaterias que a nicotina causa na arcada dentária, e por isso deve ser sempre discutido a possibilidade de parar com o vício antes da reabilitação.

• Implantes são para sempre?

Todo implante que é instalado a expectativa é que o mesmo tenha longevidade, de preferência que o mesmo dure por toda a vida do paciente, porém, assim como acontece com os dentes, caso o paciente não tenha cuidado em relação aos implantes pode acabar perdendo também.

“É sempre importante uma rigorosa avaliação clínica do paciente antes de dar ínicio o tratamento, pois muitos são os fatores que acabam impactando sobre a forma de reabilitação, e por isso é fundamental a avaliação com um especialista no assunto antes de iniciar qualquer tipo de tratamento”, finaliza o cirurgião.

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