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Instituto Lilás, voltado para pesquisa em Oncodermatologia estética, alerta para os sinais e tipos de câncer de pele neste Dezembro Laranja

Neste mês começa o Dezembro Laranja, mês de conscientização a respeito do câncer de pele, o tipo de câncer mais incidente no Brasil e que corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer). Por isso, neste Dezembro Laranja, o Instituto Lilás, pioneiro no conceito da Oncodermatologia Estética, uma nova classe dentro da medicina voltada especialmente para o tratamento dermatológico estético do paciente oncológico, está disseminando informações sobre a doença em seus canais online e alertando para a importância do check-up anual com o dermatologista para a prevenção de doenças da pele.

Segundo a Dra. Simone Stringhini, idealizadora do Instituto Lilás e dermatologista com mais de 30 anos de experiência, membro efetiva da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) desde 1994; e membro efetiva da Academia Americana de Dermatologia (AAD), existem vários tipos de cânceres de pele, entre eles existem três tipos que são mais recorrentes, são eles: basocelular, espinocelular e melanoma; o último é o que traz maiores riscos à saúde. Isso porque, de acordo com a doutora, esse tipo tem maior probabilidade de evoluir para metástase, ou seja, tem maiores chances do câncer atingir outros órgãos. Dados do INCA apontam que o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão.

O basocelular e o espinocelular são os tipos mais comuns e menos graves; eles têm início na epiderme, camada externa da pele, e normalmente são provenientes de uma alta exposição solar. Segundo Simone, o carcinoma basocelular costuma a aparecer em áreas da pele que ficam mais expostas ao sol e é possível retirar a lesão da pele com procedimentos cirúrgicos. “É mais simples, traz menos risco, porém se não tratado também pode evoluir e atingir outros tecidos”, alerta a dermatologista. O carcinoma espinocelular é bastante parecido e pode se manifestar em forma de feridas na pele, também podendo ser tratado ou retirado.

“Um dos maiores problemas é que o câncer de pele ainda é bastante negligenciado, em comparação aos demais tipos. Como tende a ser um câncer mais curável, as pessoas não tomam as devidas providências e isso é perigoso, pois o câncer de pele, muitas vezes, é uma doença silenciosa e que pode evoluir rapidamente sem o devido tratamento e acompanhamento”, ressalta a Dra. Simone Stringhini.

A Dra. Simone sempre se interessou por aspectos relacionados aos carcinomas e foi a primeira médica dermatologista a realizar e a promover avanços na Terapia Fotodinâmica no Brasil, que é uma opção para tratar câncer de pele e outras doenças relacionadas, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Essa terapia atua em lesões pré-cancerígenas, antes que elas evoluam para o câncer de pele, e o objetivo é tratar essa lesão para reverter a situação e evitar que o câncer apareça. “Por isso que o check up periódico é tão importante, para podermos trabalhar na prevenção e sermos mais assertivos, diminuindo os riscos de doenças”, conta a dermatologista.

Segundo ela, simples cuidados já podem diminuir muito as chances do aparecimento e evolução do câncer de pele. Veja abaixo os 3 principais cuidados, visando a prevenção do câncer de pele e a melhora da saúde da pele, recomendados pela dermatologista.

• Check-ups periódicos com o dermatologista
No mínimo, uma vez ao ano, é recomendado ir ao dermatologista e realizar um exame chamado Dermatoscopia, no qual o médico examina pinta por pinta do paciente, verificando se há alguma característica estranha, que pode indicar doença de pele.

Entre os check-ups periódicos, há um autoexame simples que pode ser feito em casa pelas pessoas, chamado ABCDE da dermatologia. É uma metodologia utilizada para ajudar a identificar características anormais nas pintas, baseado nas seguintes características que devem ser observadas: Assimetria, Bordas, Cor, Diâmetro e Evolução (ABCDE). No ponto A, é observado se as pintas da pele apresentam assimetria quando divididas em duas metades. A assimetria representa uma suspeita que deve ser investigada junto ao dermatologista.

O B, se refere às bordas. Pintas com bordas recortadas também são suspeitas. Normalmente, uma pinta comum apresenta bordas regulares e lisas.

A cor é um dos principais indicativos. Uma pinta benigna apresenta coloração uniforme, mesmo que mais claras ou mais escuras, elas são de uma única cor. Já as suspeitas podem ter diversos tons numa mesma lesão e devem ser analisadas por médicos.

O diâmetro e a evolução são baseados na observação do tamanho e mudança nas características de determinada pinta. O tamanho normal delas devem ser de até 5 milímetros e não costumam a apresentar alteração de tamanho ao longo do tempo. Portanto, se a pinta é grande ou está aumentando, é recomendado consultar e alertar o dermatologista.

É importante ressaltar que esse autoexame constante não exclui a necessidade de uma consulta e check up periódico com o dermatologista; ele é complementar.

• Evitar exposição solar excessiva
Esse é um dos principais fatores de risco e uma das principais causas do câncer de pele. Por isso, a dica é evitar os horários em que o sol está mais incidente, que é por volta das 10h até às 14h. Prefira os horários matutinos, até às 10h, ou no final da tarde, depois das 16h.

• Não usar óleo bronzeador (apenas protetor solar)

A proteção solar é muito importante e óleo bronzeador não é indicado pois pode causar lesões na pele por ter uma proteção muito baixa. Por isso, o mais recomendado é usar mesmo o protetor solar e o fator FPS deve ser acima de 30 para trazer uma proteção suficiente para a pele.

O Instituto Lilás, que não tem finalidade lucrativa, é focado na disseminação de conteúdo e também em pesquisas na área da dermatologia oncológica, incluindo a estética. O Instituto foi lançado no último mês e irá realizar estudos para criação de novos protocolos de tratamentos, envolvendo a dermatologia e a estética em pacientes oncológicos. Para o futuro, é esperado que o Instituto una-se a clínicas, hospitais e faculdades para ampliar pesquisas e descobertas na área de dermatologia para pacientes oncológicos.

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