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O ano da Telemedicina

Pandemia abriu portas para a prática no Brasil e acelerou o desenvolvimento de empresas com atendimentos online

A crise sanitária mundial que vivemos no ano de 2020 foi o principal catalisador para o desenvolvimento de empresas de saúde no campo digital. De acordo com uma pesquisa promovida pelo Distrito Report Brasil 2020, ecossistema independente de startups brasileiras, o número de healthtechs, startups e empresas digitais que atuam na área de saúde, duplicou durante os últimos cinco anos no Brasil. Alguns dos principais pilares da atuação de empresas como essas, além do atendimento por vídeo chamada, são a medicina preventiva e preditiva e o tratamento de doenças.

Da Europa, onde a prática já era autorizada, vieram algumas empresas para atuar no Brasil. Uma delas foi a Iron, que iniciou seu trabalho no território nacional em Abril, no auge da Pandemia, com atendimentos virtuais particulares, além de prestar serviço para grandes empresas. Desde o início das suas atividades no Brasil, até o presente momento, a Iron registrou mais de 490 mil atendimentos via plataforma digital. “A maioria dos atendimentos resolvem bem as questões do paciente, pouquíssimos casos são encaminhados para uma emergência próxima, mas se necessário ajudamos nesse mapeamento também”, conta Jorge Ferro, CEO da Iron.

Encerrando o ano com um crescimento de 65%, a empresa acredita que no próximo ano, o número de atendimentos possa ultrapassar o marco de 1.5M. “Estamos em uma contínua e grande expansão no mercado de telemedicina no Brasil, sendo agregados diversos novos serviços e funcionalidades, bem como espera uma legislação atual e possibilitando a inovação no segmento“, reflete Ferro.

Essa expansão esclarece cada vez mais a necessidade de investimentos em projetos de prevenção de doenças e promoção da saúde, um dos principais serviços prestados pela Iron.

Ainda de acordo com o executivo, além do teleatendimento, um dos principais benefícios desse setor é atuar na medicina preventiva. De acordo com uma pesquisa feita pela Harvard Business Review, pacientes com doenças crônicas representam 50% dos custos no setor de saúde, episódios agudos vêm em seguida com 35% dos gastos, e o investimento com medicina preventiva gira em torno de 5 a 14%. “Com a promoção de saúde e a medicina preventiva, a gente consegue evitar casos de emergência espontânea, podendo salvar muitas vidas e evitando esses episódios agudos, que são os maiores custos das operadoras de plano de saúde no Brasil”, afirma Dra. Ana Helena Figueiredo, infectologista do grupo.

A Iron possui um serviço direcionado para essa promoção de saúde, que conta com diversas equipes multidisciplinares. Cada uma com cinco profissionais (enfermeiro, farmacêutico, médico, nutricionista e psicólogo), planos estratégicos individualizados e médicos para qualquer necessidade, 24 horas por dia. O médico responsável entra em contato por telefone para coletar dados de saúde importantes como condições atuais de saúde e doenças crônicas e a partir dessas informações, o corpo médico definirá os cuidados voltados para qualidade de vida, promoção do bem-estar e prevenção de outras enfermidades, juntamente com os contatos dos profissionais que serão encarregados de monitorar todo o planejamento individual de cada paciente. O atendimento se dá por videochamada e inclui todas as fases de uma consulta: acolhimento, avaliação clínica, indicação do melhor cuidado para cada condição de saúde.

“O Brasil não tem uma estratégia de promoção de saúde. O paciente não entende sobre a importância do estilo e qualidade de vida e o quanto o serviço de medicina preventiva pode interferir na saúde dele, e os planos de saúde poderiam se beneficiar indiretamente desse serviço”, reflete a infectologista.

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