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Especialistas do HCor destacam importância do acompanhamento de pacientes que tiveram Covid-19

De olho nos sintomas prolongados da infecção, Programa de Reabilitação pós-Covid do hospital atende recém-recuperados da doença

Fadiga, dor muscular, desconforto para respirar. Não é de hoje que se ouve falar que pessoas recuperadas da Covid-19 seguem com sintomas prolongados da doença mesmo após retomarem suas atividades diárias.

De acordo com Marisa Regenga, gerente de reabilitação do HCor, pacientes que foram submetidos à internação costumam ter mais comprometimento ou alguma limitação funcional e, por isso, devem procurar ajuda especializada em casos nos quais permaneçam com sintomas a longo prazo.

“É preciso que esses pacientes tenham em mente que, apesar de se tratar de uma doença nova, já existem programas montados em algumas instituições para reabilitá-los no ambiente ambulatorial hospitalar”, comenta.

Marisa ressalta que as queixas observadas depois da alta costumam ser direcionadas especificamente aos sintomas e complicações que o paciente manifestou durante o quadro de infecção pela Covid-19.

“Um paciente que teve muita dor muscular, mas nenhuma manifestação respiratória, seguirá com o quadro de dor, ele dificilmente desenvolverá um sintoma de fôlego curto, por exemplo”, explica.

Programa de Reabilitação pós-Covid

O Programa de Reabilitação pós-Covid do HCor deu início às atividades em setembro de 2020, estruturado com base em um período de acompanhamento de até três meses (tempo estimado na literatura para recuperação completa dos sintomas).

Pacientes com queixas de fraqueza, dor muscular, fadiga e sensação de desconforto para respirar, o chamado fôlego curto, podem procurar a ajuda dos especialistas, assim que voltarem a testar negativo para Covid-19.

Aqueles que foram diagnosticados com comprometimento do pulmão e fibrose pulmonar também devem estar atentos e buscar suporte clínico para sua recuperação.

Avaliação cardiológica também é recomendada

Um estudo publicado pelos membros do Conselho de Cardiologia do Esporte Americano, na revista médica JAMA (The Journal of the American Medical Association), mostrou que até 22% dos pacientes hospitalizados com a Covid-19 apresentam lesão cardíaca aguda, o que é significativamente maior se comparado à taxa de apenas 1% registrada em pacientes de outras doenças virais graves.

Os especialistas reforçam que pessoas que tenham sido infectadas pelo novo coronavírus devam realizar uma avaliação cardiológica, sobretudo antes de iniciar novas atividades físicas ou mesmo de retomar exercícios e esportes que já executavam, sejam eles recreativos ou competitivos.

O ideal é que sejam feitos anamnese, exame físico e eletrocardiograma, bem como exames complementares, a depender da gravidade do quadro clínico prévio da Covid-19.

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