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Câncer de intestino é terceiro tipo mais comum no Brasil, mas um dos que mais apresentam chances de prevenção

Março azul-marinho é mês de conscientização sobre o câncer colorretal

Quando falamos em câncer sabemos que a maioria aparece de forma esporádica e está relacionada a fatores ambientais, sendo apenas 10 a 15% dos casos hereditários. Neste mês, conhecido como março azul marinho, de conscientização e prevenção do câncer colorretal, alertamos para o terceiro tipo de câncer que é mais comum na população brasileira, atrás apenas do câncer de pele não melanoma e dos cânceres de mama e próstata, respectivamente nas mulheres e homens.

Apesar de muito incidente, é um dos que mais apresentam chances de prevenção. De acordo com o Dr. Abner Barrozo, cirurgião oncológico do IBCC, é muito importante falar sobre prevenção, pois esta é a medida mais eficiente e de menor custo para reduzir a incidência e melhorar as chances de cura. “Em se falando de câncer de cólon isso é uma verdade absoluta. Há medidas de prevenção que evitam o surgimento da doença, que chamamos prevenção primária e aquelas que possibilitam diagnóstico mais precoce, seria a prevenção secundária”, destaca o médico.

O câncer de intestino envolve tumores que podem aparecer no intestino grosso, chamado cólon e no reto (localizado no final do intestino, antes do ânus). Também chamado de câncer de cólon e reto ou colorretal.

Prevenção pode salvar vidas

Entre as medidas de prevenção primária para este tipo de câncer estão: atividade física regular (300 minutos/semana de atividade leve, ou 150 minutos/ semana de atividade moderada – dados da OMS), Cessação do tabagismo, Redução de peso corporal se sobrepeso ou obesidade, Cessação do Etilismo, Alimentação saudável, pobre em gorduras, processados e carne vermelha. A prevenção secundária inclui a adesão aos programas de rastreamento a partir dos 50 anos.

Rastreio deve ser obrigatório

Ainda segundo o cirurgião oncológico do IBCC, a aderência a programas de rastreamento pode reduzir em até 50% risco de mortalidade. “O rastreamento deve ser feito em pacientes assintomáticos através da colonoscopia a partir dos 50 anos, que permite a visualização do intestino grosso de forma abrangente e a possibilidade de remoção quando há lesões precursoras no próprio exame. Quando tratamos a lesão precoce ou precursoras, estudos populacionais demonstram redução na mortalidade”, completa o dr. Abner.

Além da colonoscopia, outros exames podem rastrear o câncer colorretal, porém, caso sejam encontradas suspeitas nos demais exames, é necessário realizar a colonoscopia para certificar-se do diagnóstico. “Por isso, ela é mais eficaz e deve ser realizada a cada 10 anos para rastrear num primeiro momento e para diagnosticar caso seja positivo esse tipo de câncer”, complementa o dr. Outros exames incluem a colonografia por Tomografia Computadorizada a cada 5 anos, o teste de fezes para sangue uma vez por ano a partir dos 50 anos, a sigmoidoscopia a cada 5 a 10 anos e teste de DNA de fezes a cada 3 anos (o período para repetir o teste ainda está em estudo).

Ainda segundo o cirurgião oncológico, é preciso desmistificar o exame. “A colonoscopia deveria ser incluída como exame de rastreio a toda população a partir dos 50 anos. É um exame indolor, em que o paciente é sedado. Tanto a população como toda a classe médica precisam incluir esse exame na rotina a partir dessa faixa etária”, conclui o dr. Abner.

Fatores de risco

Entre os fatores de risco para a doença estão pessoas acima de 50 anos, história familiar ou pessoal de câncer de cólon ou de pólipos colônicos, obesidade, tabagismo, álcool, não realizar prevenção a partir dos 50 anos, sedentarismo, dieta rica em gordura e carne vermelha ou processados e pobre em fibras, legumes, frutas e verduras e doença inflamatória intestinal (especialmente após 10 anos de atividade de doença).

Sinais e sintomas e qual profissional procurar?

Uma mudança nos hábitos intestinais deve ser observada com atenção. Outros sinais incluem diarreia, prisão de ventre ou sensação de que o intestino não esvazia completamente. Sangue (vermelho vivo ou muito escuro) nas fezes ou fezes mais estreitas do que o normal. Entre os sintomas incluem ainda dores frequentes de gases, distensão abdominal, plenitude ou cólicas, perda de peso sem motivo conhecido, anemia e vômito. Caso perceba esses sinais procure médicos da Cirurgia Oncológica e Oncologia Clínica para ajuda.

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