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8 em cada 10 problemas de saúde são resolvidos na atenção primária

Brasil já tem mais de 7 mil médicos de família e quase 200 programas de residência em 25 estados

Manter o equilíbrio físico e mental é fundamental para nos sentirmos saudáveis e nunca foi percebido como um ativo tão valioso quanto nos tempos atuais, em que a pandemia de Covid-19 atinge populações de todo o mundo. Nesse sentido, preservar a saúde de forma efetiva e controlar condições pré-existentes passaram a ser instrumentos ainda mais poderosos para proteção e segurança das pessoas, suas famílias e seus amigos. A consciência da importância de permanecer saudável, portanto, é uma questão que veio para ficar. E é neste apoio contínuo que o médico de família pode fazer toda a diferença.

O médico de família é um personagem central da jornada de cuidado dos clientes do Qsaúde, a nova operadora de planos de saúde individuais que alia medicina de qualidade personalizada à tecnologia para oferecer um novo conceito de assistência. É um profissional apto a atender da criança ao idoso, ou seja, um especialista em cuidar de gente em sua integralidade e que resolve mais de 80% dos problemas de saúde dos pacientes.

“No Qsaúde, nós temos a atenção aos nossos clientes como prioridade máxima. Assim, vimos a necessidade de ter como um dos nossos pilares a medicina de família. Com ela, poderemos oferecer uma gestão integral, personalizada e focada na saúde, utilizando os recursos de forma inteligente, sustentável e eficaz”, diz Anderson Nascimento, vice-presidente executivo do Qsaúde.

Atuação do médico de família

Conexão contínua em uma relação de confiança com o paciente é a principal definição da atuação deste profissional. O médico de família não trata apenas a doença quando aparece, mas faz o possível para preveni-la, ao promover ações que estimulem a qualidade de vida dos pacientes na prática. “É o médico de família que vai acolher a pessoa e criar a confiança que falta na medicina tão fragmentada de hoje. Afinal, enxerga o paciente como um todo e não simplesmente suas queixas, sintomas e doenças. Para isso, alia as melhores evidências científicas com o acompanhamento de sentimentos e expectativas, contexto familiar, social e psicológico na assistência à saúde”, afirma Anderson.

Algo muito característico do médico de família é a relação próxima construída ao longo do tempo e a cada novo encontro com o paciente. O acompanhamento das pessoas é feito não apenas em uma consulta pontual, mas sim por meio do conhecimento das vivências individuais, o que permite saber a fundo o histórico de saúde de cada um. Porém, quando há a necessidade de suporte de um médico especialista, é ele quem realiza o encaminhamento e permanece acompanhando sua jornada – algo conhecido como coordenação do cuidado.

Estes médicos trabalham também junto a uma equipe multidisciplinar para que a visão de outros profissionais da saúde, como enfermeiros, psicólogos e nutricionistas, permita uma análise mais integrada da pessoa.

Generalista, não, conhecedor de pessoas

Para se formar como médico de família, é preciso cursar os seis anos de faculdade de Medicina e, então, fazer a residência em Medicina de Família e Comunidade por mais dois anos. Nesse período, o profissional será treinado a fazer o atendimento com foco na atenção primária ao paciente. Ou seja, será o primeiro ponto de contato da pessoa com o sistema de saúde, público ou privado, lidando com todos os possíveis problemas de saúde, independentemente de gênero, idade, sexo ou qualquer outra característica. Desse modo, sua educação é voltada para a observação integral do organismo e do contexto em que cada paciente está inserido.

No Brasil, estão disponíveis 193 programas de residência em Medicina de Família e Comunidade, distribuídos em 156 cidades de 25 estados. O SUS tem atualmente aproximadamente 6 mil médicos de família, que estão presentes em programas como Mais Médicos, Previne Brasil e na Estratégia de Saúde da Família (ESF).

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, existem cerca de 7.200 profissionais no Brasil com título de médico de família e o número de vagas em residência em Medicina de Família gira em torno de 2.000 por ano.

Contudo, ainda há poucos profissionais na área no país. Segundo o levantamento “Demografia Médica no Brasil 2020”, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Universidade de São Paulo (USP), dos quase 500 mil médicos no país, somente 2% têm formação em Medicina de Família e Comunidade. Ou seja, é uma especialidade pouco escolhida por médicos e a maioria, cerca de 84%, atua no SUS. “Há um vasto terreno para desenvolvimento nesta área e vivemos um momento muito propício para o crescimento da atuação destes profissionais, uma vez que há um olhar maior para aspectos ligados à prevenção e cuidado”, diz Anderson.

E a demanda por essa especialização tem crescido no Brasil, em parte impulsionada pelos incentivos governamentais nos últimos cinco anos, seja financeiro ou por meio de programas, como o Mais Médicos. A iniciativa privada também passou a voltar sua atenção para o profissional, buscando um atendimento mais resolutivo. Os candidatos para a residência no Einstein, por exemplo, aumentaram de 0,5 por vaga para entre 6 e 15 por vaga nos últimos 5 anos. O salário médio de um médico de família atualmente no Brasil é de aproximadamente R$ 11,3 mil.

De acordo com Anderson Nascimento, a atuação do médico de família também representa uma mudança cultural não só ao colocar o ser humano no centro do cuidado, mas em questões mais amplas, como na forma de fazer a gestão da saúde de uma maneira mais sustentável. Grande parte do sucesso do modelo se deve à resolutividade, já que 85%1 dos casos podem ser solucionados no contato com o médico de família na atenção primária. “É o caminho para a transformação do sistema de saúde por meio da alocação adequada de recursos e redução de desperdícios. Além disso, tendo o cliente no centro, são evitadas intervenções desnecessárias, sejam relacionadas a exames para diagnóstico ou para tratamento, reduzindo assim riscos à saúde das pessoas”, diz.

Modelo consolidado no exterior

Países reconhecidos pela qualidade de seus sistemas de saúde, como a Inglaterra, Canadá, Espanha, Holanda e Austrália, têm como pilar os médicos de família para oferecer cuidado qualificado à população. O Sistema Nacional de Saúde inglês (NHS), por exemplo, conta com estes profissionais, conhecidos como general practitioners, como o primeiro ponto de contato com os pacientes no acompanhamento em casa e nas comunidades em que estão inseridos.

Ainda, buscando maior agilidade no acesso à atenção primária, o NHS disponibiliza o aplicativo Babylon GP at Hand, que permite agendamento de consultas e contato com o médico, entre outros serviços.

Outro país referência no uso da medicina de família é o Canadá. A maioria dos canadenses, ao usar o Sistema de Saúde, passa primeiro pelos serviços de atenção primária, que incluem prevenção e tratamento de doenças e lesões comuns, serviços básicos de emergência, encaminhamentos e coordenação com outros níveis de atenção, como hospitais e especialidades, entre outros.

Médicos de Família no Qsaúde

Em todas as categorias de plano oferecidos pelo Qsaúde, o cliente tem acesso ao acompanhamento do médico de família da Clínica Einstein. O profissional é o responsável pelo prontuário do paciente, olhando de forma ampla todas as questões que estejam relacionadas à sua saúde, como comorbidades e histórico familiar. “No Qsaúde, o conceito de alta médica não existe porque os médicos de família estão sempre acompanhando de perto a jornada de saúde dos clientes e coordenando o cuidado de forma integral. Com isso, queremos que os clientes confiem no profissional e na equipe multidisciplinar que o plano deixa à disposição para um atendimento acolhedor, ágil e inteligente”, afirma Anderson.

Além do acompanhamento dos médicos de família, o plano traz os GuiasQ da Saúde, formados por um time de profissionais de enfermagem, que fazem a gestão da saúde do cliente, estimulando uma mudança de comportamento que leve à maior qualidade de vida. Esses profissionais garantem a atenção primária ao paciente, olhando para sua saúde de forma coordenada.

Assim, o Qsaúde é um plano para a saúde, afinal, é focado na promoção do bem-estar e qualidade de vida, prevenção de doenças e pensado para ter as características essenciais para o cuidado de seus clientes por ser acolhedor, tecnológico e inteligente.

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