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Empreendedora cria healthtech para mudar mercado de saúde usando inteligência artificial

Startup Precavida nasceu no MIT em Boston, EUA e hoje beneficia milhares de pacientes em Campinas, com projeção para expandir para a América Latina

“Transformar o acesso à saúde de qualidade no Brasil e na América Latina”. A frase, da empreendedora Laís Fonseca, é a sua motivação para escalar a empresa de tecnologia em saúde e cuidar cada vez melhor dos pacientes de forma personalizada. Co-founder & CEO da Precavida startup Healthtech, Laís vem de uma família de empreendedores que valoriza as boas ideias e se empenha ao máximo para que sejam bem sucedidas.

Aos 33 anos ela já é uma empreendedora serial tendo fundado três empresas, duas na área de saúde e uma na área de desenvolvimento humano e de lideranças, com passagens pelo governo e consultoria em grandes corporações. Hoje como CEO da Precavida, ela tem uma rotina bastante movimentada, estando envolvida diretamente na gestão da equipe, contratação de pessoas, relacionamento com investidores e captação de investimento, com as iniciativas da diretoria médica, vendas, e, claro, com o setor de tecnologia, que é a base da Precavida. Para dar conta de coordenar tantas frentes, Laís dedica diariamente uma hora, pouco depois de acordar, a exercícios de ioga e meditação. “Essas atividades me dão serenidade para enfrentar o dia a dia”, frisa.

A Precavida é um navegador personalizado com inteligência artificial que dá suporte ao paciente em sua jornada de saúde.

A ideia da startup surgiu de uma grande contrariedade que a família da Laís passou. Sua mãe foi diagnosticada com câncer e teve dificuldade em encontrar o médico e o serviço corretos, a um preço acessível.

Na ocasião, Laís e seus familiares se viram perdidos e podiam muito bem estar representados nos dados das recentes pesquisas da OECD Health at a Glance 2019 e IPSOS Global Views on Healthcare 2018, que apontam que 2/3 dos usuários de sistemas de saúde, tanto privados, quanto público, classificam insuficientes as informações passadas quanto ao funcionamento e possibilidades de uso dos serviços. “Fomos a múltiplos doutores e gastamos muito até achar o especialista adequado. Infelizmente isso é comum. Por isso as pessoas perdem a saúde, paciência e se angustiam em filas de espera”, conta.

Depois de cuidar da sua mãe, que está bem, Laís executou no interior de Minas Gerais um modelo de conexão entre pacientes e médicos alcançando mais de 100 mil vidas. Tendo em mãos um método que funciona, a empresária foi para os Estados Unidos fazer cursos de desenvolvimento humano em Harvard e fez MBA no MIT (Massachusetts Institute of Technology), faculdade de tecnologia. “Lá o ambiente é muito propício para o desenvolvimento e inovação, tanto na parte de conhecimento, como de contatos. Este período foi fundamental para estruturar o que a empresa é hoje. Conheci professores e parceiros importantes que fomentaram uma troca de informações muito rica e que se aliaram a Precavida”, recorda.

A proposta da Precavida foi muito admirada no MIT, onde o projeto recebeu várias premiações. E o cume do reconhecimento foi ser selecionada, entre mais de 1.000 startups inscritas, para participar do programa de aceleração MIT Delta V, sendo a única que contemplava ações na América Latina. A performance do programa rendeu a Precavida patrocínios de empresas e investidores norte-americanos.

De volta ao Brasil, Laís escolheu Campinas (SP) para implementar a Precavida, onde a startup precisou sofrer adaptações para a cultura do mercado brasileiro de saúde. Esse mercado vive um momento de aumento de custos, uma demanda crescente por prevenção e cuidados e, além disso, o envelhecimento da população.

Inteligência de dados e acolhimento

A ferramenta desenvolve uma experiência de acolhimento simples e eficiente que estreita as relações entre usuário e operadoras/seguradoras, aumentando sua satisfação. Por meio da simplificação da jornada de saúde e, ao mesmo tempo, de um atendimento personalizado ao paciente, a navegação promove mais assertividade, rapidez, redução de custos e sustentabilidade na cadeia de saúde.

Laís explica que a tecnologia interpreta o que o usuário está sentindo conforme a sequência das respostas clicadas e dá recomendações que facilitam as suas escolhas. “Com o método de concierge e com o acompanhamento do nosso time, encurtamos as buscas por consultas, diagnósticos médicos, exames e reduzimos o tempo de espera, o que afeta diretamente na prevenção de uma possível piora do quadro e nos gastos extras”, frisa a fundadora.

O serviço pode ser oferecido dentro de grandes empresas, o qual gera um acompanhamento individualizado dos colaboradores, otimizando as co-participações e gerando redução de custo de saúde assistencial. Além disso, esse modelo de saúde com inteligência de dados cria um player agnóstico que ajuda as empresas a serem mais eficientes na gestão de saúde dos seus colaboradores.

Outra vantagem de quando é disponibilizado para operadoras de saúde é a vivência personalizada oferecida aos beneficiários em um sistema já existente, pois reduz a taxa de sinistralidade. “As operadoras ainda têm diminuídos os desperdícios e fraudes com a utilização de inteligência de dados de ponta a ponta, tendo assegurado o alto padrão dos serviços de concierges e dos profissionais médicos”, destaca Laís.

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