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Pessoas vacinadas contra Covid-19 podem ter menos risco de chegar ao hospital do que aquelas vacinadas contra a gripe

De acordo com estudo do BCG, nações atrasadas na vacinação contra Covid-19 devem adotar estratégia de vacinar o maior número de pessoas com as primeiras doses. A estratégia aumenta a oferta por vacinas e reduz o risco de colapso nos sistemas de saúde.

Estudo do Boston Consulting Group (BCG) propõe que as nações que estão atrasadas na vacinação contra Covid-19 devem considerar uma estratégia de aplicar as primeiras doses que dispõem no maior número de pessoas possível. Os pesquisadores chamaram a estratégia de “primeiras doses primeiro” (first doses first). Os dados consideram nações atrasadas aquelas que estão atrás há vários meses de países como Israel, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.

De acordo com o levantamento, países que seguiram essa abordagem, como o Reino Unido, têm obtido um nível de proteção eficaz para mais pessoas. Com a estratégia, os ingleses conseguiram obter de 60% a 75% de eficácia da vacina contra os sintomas de Covid-19 em adultos mais velhos, após uma única dose de qualquer um dos imunizantes disponibilizados: da Pfizer ou da AstraZeneca. A eficácia é ainda maior contra hospitalização e morte.

O BCG sugere que os planos de vacinação ao redor do mundo considerem três momentos. O primeiro é sobre a implementação e configuração da distribuição das doses, a fim de vacinar os grupos vulneráveis em massa. O segundo trata da aceleração da vacinação, aumentando a produção de vacinas, com foco em volume e em escala, desenvolvendo a capacidade de tornar a produção contínua. E, por fim, em um terceiro momento, o objetivo deve alcançar pessoas que hesitam em tomar a vacina.

Os governos devem pesar os riscos apresentados pelo próprio vírus e os custos que a sociedade pode suportar. E eles devem fazer isso em tempo real, conforme os cenários se desenvolvem e evoluem. O objetivo principal de um programa de vacinação deve ser fazer o que todas as vacinas disponíveis estão fazendo: manter as pessoas vivas e fora do hospital. A melhor maneira de conseguir isso é vacinar os vulneráveis – aqueles que correm maior risco de desenvolver doenças graves ou morrer se infectados – o mais rápido possível.

Acesse o estudo “A vaccination strategy to save lives and livelihoods”neste link.

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