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Omint explica como cuidar da higiene do sono em tempos de pandemia

Dra. Yara Azevedo Prandi, psiquiatra credenciada Omint, aborda hábitos diários que podem ter grande impacto na qualidade de vida e do sono

Dormir é um fenômeno biológico necessário. Um dos fatores mais importantes para a nossa saúde, o sono tem sido prejudicado por conta das preocupações e aflições que todos estão enfrentando por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus. As incertezas de quando tudo vai passar, de quando as vacinas vão chegar, entre outros assuntos, deixam todos aflitos.

De acordo com a Associação Brasileira do Sono (ABS), são necessárias entre sete e oito horas diárias de sono para que um adulto produza em quantidade suficiente a melatonina, hormônio que nos ajuda a dormir e que precisa do escuro. Segundo levantamento da instituição, 80% dos brasileiros não dormem o suficiente, tendo uma média 6,4 horas por dia em 2019. Isso pode ocasionar alterações no humor durante o dia e uma sensação de cansaço e desgaste físico.

A psiquiatra credenciada Omint, Dra. Yara Azevedo Prandi, explica que o sono pode ser afetado por conta da rotina diferente que as pessoas levam. “Uma pessoa que não dorme regularmente as horas recomendadas debilita o sistema imunológico, elevando os riscos para sua saúde. Ter boas noites de sono pode melhorar a capacidade de aprender, estimular a memória, o foco e a atenção. Por isso, o sono reparador é necessário para que todos os circuitos emocionais do cérebro sejam calibrados. Todas essas funções são alteradas se a pessoa acaba não dormindo direito”, alerta.

Insônia e as demais perturbações sinalizam que algo não está bem
A insônia é um dos principais distúrbios do sono e atinge mais pessoas a cada dia. De acordo com a FIA (Fundação Instituto de Administração), 47% dos trabalhadores brasileiros afirmam ter dificuldades no sono. Com a chegada da pandemia, toda uma rotina foi modificada, e dormir pode se tornar algo desgastante. Além de afetar a saúde física, o sono também afeta a saúde mental, pois dormir bem está totalmente ligado aos problemas psicológicos vividos pelo ser humano.

No longo prazo, a insônia pode ocasionar diversos problemas, tais como: fadiga, irritabilidade, desvio de atenção e concentração, sonolência excessiva diurna e uma propensão maior a erros e distração, que pioram o desempenho de qualquer tarefa. A qualidade do sono depende de diversos fatores, é claro, como o ambiente em torno do momento de descanso. Luminosidade baixa, ausência de ruídos, aparelhos eletrônicos desligados são algumas variáveis importantes para quem deseja dormir bem.

Em relação às queixas de insônia e qualidade do sono, a psiquiatra alerta para a necessidade de procurar por um especialista para um diagnóstico correto. “As alterações de sono são melhor avaliadas por um psiquiatra, e esse especialista vai analisar se é um problema ligado à depressão, ansiedade ou comportamental. Quando houver suspeitas de alterações respiratórias, o paciente é encaminhado para um otorrinolaringologista, por exemplo”, explica.

Algumas atitudes de “higiene do sono” fazem toda a diferença
O primeiro passo é estabelecer uma rotina, valorizando a adoção de hábitos saudáveis. Segundo a médica, organizar horários fixos para dormir todos os dias é essencial. “Mantenha o quarto como um local tranquilo e confortável: o ideal é não trabalhar, comer ou estudar nesse ambiente. O quarto tem que ser um lugar escuro e silencioso. Tome um banho quente 20 minutos antes de dormir para relaxar a musculatura do corpo. Expor-se à luz do celular/computador também é nocivo, pois o cérebro precisa relaxar”, orienta. 

Evitar refeições pesadas ou bebidas estimulantes antes de dormir também é recomendado. “Por ser antagonista dos receptores da adenosina, a cafeína é uma substância essencial para que o sono se instale no cérebro. Por isso, na maioria das pessoas, o café consumido à noite altera, retarda ou tira o sono. A cafeína é uma substância psicoativa que pode ser encontrada não só no café, mas em energéticos, refrigerantes e em alguns tipos de chás. Para evitar distúrbios noturnos do sono, a ingestão de cafeína deve cessar seis horas antes de dormir”, afirma a especialista.

Foto: freepik.com

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