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Asma: é possível prevenir crises?

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, essa doença crônica atinge mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo

A ausência de cuidados adequados com a saúde compromete a qualidade de vida, além de elevar os custos financeiros diretos e indiretos para a população. Considerada um problema de saúde pública, a asma pode afetar crianças e adultos, provocando falta de ar e chiado no peito. Ela não tem cura, no entanto, é possível manter o controle e levar uma vida normal.

Com o objetivo de analisar o impacto econômico da asma em uma operadora de plano de saúde de autogestão, a CAPESESP (Caixa de Previdência e Assistência aos Servidores da Fundação Nacional de Saúde) realizou um estudo que identificou uma utilização mais frequente do plano de saúde por indivíduos asmáticos, resultando em aumento de quase 26% dos gastos assistenciais. “Os dados coletados são utilizados pela Entidade para orientar as ações de prevenção, manutenção e promoção da saúde e da qualidade de vida, bem como auxiliar no redimensionamento da rede credenciada”, ressaltam os autores da pesquisa, os médicos João Paulo dos Reis Neto, Diretor-Presidente da CAPESESP, e Juliana Martinho Busch, Diretora de Previdência e Assistência da Entidade.

De acordo com eles, as doenças crônicas não transmissíveis interferem no cotidiano da população, além de causarem impacto econômico para a sociedade e os sistemas de saúde.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de pessoas sofrem com a asma em todo o mundo. No Brasil, é a quarta causa de internações. Todos os anos ocorrem cerca de 2 mil mortes decorrentes de ataques agudos de asma. Muitos óbitos poderiam ser evitados se os pacientes seguissem as recomendações médicas.

Para Núbia Tavares, sócia-diretora de uma agência de comunicação, fazer o tratamento contínuo é primordial para diminuição dos ataques. “Sofro com isso desde que nasci, por razão hereditária. Ao longo dos anos, fui internada diversas vezes. Melhorei durante a adolescência; porém, de um tempo para cá, as crises têm piorado. Percebo que são desencadeadas por alguns fatores, tais como estresse, queda de temperatura no inverno, poeira. Ainda tenho rinite, e, quando ataca, logo vem junto os desconfortos da asma. Na alimentação, eu evito derivados do leite, pois estimulam o aumento do muco”, comenta Núbia.

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