Press "Enter" to skip to content

Especialista faz alerta sobre automedicação na pandemia

Antitérmicos e relaxantes musculares estão entre os mais usados indevidamente

Em tempos de pandemia de Covid-19, a desinformação e o medo de contrair a doença fizeram muitas pessoas a começarem a se medicar sem a orientação de um profissional da saúde. Quem faz o alerta é o coordenador do curso de Farmácia da Pitágoras Maceió, Ednon Cunha.

“São várias medicações, desde remédios caseiros que muitas vezes são compartilhados pelas mídias sociais, onde dizem ter encontrado a cura para o SARS-COV2, até mesmo medicamentos controlados utilizados para outros fins que não existem comprovação farmacológica de eficiência contra o vírus. Entre os fármacos estão os antibióticos e os antiparasitários”, afirma o especialista.

Segundo pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácias em 2020, determinados medicamentos registraram aumento nos primeiros três meses de 2020, se comparado ao mesmo período do ano anterior. É o caso do Paracetamol, que aumentou mais de 77% e do Ácido Ascórbico (Vitamina C), que registrou alta de consumo de mais de 180%.

Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas apontam que a maioria dos casos de intoxicação registrados no Brasil é proveniente de medicamentos. Antitérmicos, relaxantes musculares e medicamentos que atuam no sistema nervoso central estão entre os mais usados indevidamente.

“Os maiores riscos da automedicação são os efeitos colaterais e a sensibilidade apresentada por muitos pacientes ao princípio ativo, o que pode levar a complicações temporárias ou permanentes ou até mesmo a morte”, ressalta o coordenador da Pitágoras.

Social media & sharing icons powered by UltimatelySocial