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Álcool e cigarro: desafios para o autocuidado durante a pandemia de Covid19

Na semana do autocuidado, a ABIMIP alerta para um dos mais difíceis dos sete pilares do autocuidado, a “consciência de atitudes de risco”
Quando se fala em atitudes de risco para a saúde, os dois grandes desafios são o consumo de álcool em excesso e o aumento do hábito de fumar. A falta de consciência de atitudes de risco pode trazer mais danos para o bem-estar físico da população e ainda influenciar negativamente no combate à pandemia de Covid19.

Por isso, nesta Semana do Autocuidado, a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos com Isenção de Prescrição (ABIMIP) destaca mais um dos sete pilares do autocuidado, a “Consciência de atitudes de risco”. “Pesquisas mostram que, desde o início da pandemia, houve um aumento dos fatores de risco comportamentais para a nossa saúde, provocados principalmente pelo abuso do álcool e o vício do cigarro”, afirma a vice-presidente executiva da ABIMIP, Marli Martins Sileci.

Para ela, a sociedade e as autoridades de saúde devem estar atentas ao aumento de comportamentos de risco que pode levar às doenças crônicas e alterações no peso corporal, assim como ocasionar uma evolução para a forma mais grave de Covid19. Pesquisa da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia, revela que o fumante, ao entrar em contato com a Covid-19, torna-se ainda mais vulnerável, com 45% mais chances de sofrer complicações de saúde. “Mais que nunca é importante observar as mudanças de comportamento que acontecem durante a pandemia e dão conta do aumento de consumo de bebidas alcoólicas e do uso do cigarro entre os brasileiros”, acrescenta Sileci.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo mata mais de oito milhões de pessoas por ano no mundo, cerca de 1,2 milhão de fumantes passivos. No Brasil, o número chega a 200 mil mortes por ano. Ele ainda é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão, 25% das doenças vasculares, entre elas derrame cerebral, 45% das mortes por infarto do miocárdio, além de 30% das mortes decorrentes de outros tipos de câncer.

Especialistas acreditam que a situação em que vivemos desde o início da restrição imposta pela pandemia, pode causar insegurança quanto ao futuro, ansiedade e até o medo da morte. E estes sentimentos estão por trás do aumento de hábitos nocivos à saúde. Estudo transverso realizado pela Fundação Instituto Fiocruz e outras quatro universidades – entre elas a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Ouro Preto -, feito online com 45.161 pessoas, já evidencia a mudança de comportamento nocivo à saúde. O trabalho “A pandemia da COVID-19 e as mudanças no estilo de vida dos brasileiros adultos” revela “uma piora nos fatores comportamentais de risco durante a pandemia no Brasil”.

Segundo esse estudo, o aumento na frequência de comportamento de risco observado “é preocupante”. A pesquisa revela que 34% dos participantes aumentaram o consumo de cigarro na pandemia. E a porcentagem daqueles que passaram a fumar mais 10 cigarros por dia é de 22,5%.

Do mesmo modo, neste mesmo cenário, o aumento do consumo de bebidas alcoólicas na população adulta entrevistada chegou a quase 20% (17,6%). Com um agravante: entre aqueles que confirmaram consumir mais bebidas alcoólicas na faixa de 30 a 39 anos, esse consumo aumentou 24,6%. E ainda, na faixa de 18 a 29 anos, o aumento de ingestão de bebidas alcoólica foi mais do que o geral, perfazendo 18,6% do total dessa faixa etária.

A frequência de consumo de todos os alimentos considerados não saudáveis aumentou de 54,2% para 63%, segundo a pesquisa da Fiocruz. Enquanto o consumo de hortaliças, por exemplo, diminuiu: passou de 37,3% antes da pandemia, para 33% durante a pandemia de Covid 19.

Imagem: Vintage photo created by nensuria – www.freepik.com

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