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Emergências próprias da Unimed-Rio apresentam crescimento de 17% nos atendimentos a casos suspeitos de Covid-19

Com 23% do total atendido, volume de pacientes entre 16 e 30 anos atinge o pico no ano


A análise dos atendimentos realizados em julho nas quatro unidades próprias de emergência da Unimed-Rio ligou um sinal de alerta para a gestão desses espaços, localizados na Barra da Tijuca, Copacabana e Méier. Os números indicam um novo crescimento da curva de pacientes com suspeita de infecção pela Covid-19. Com relação a junho, o aumento foi de 17% nos atendimentos registrados com esse perfil – que consiste em pessoas com relato de sintomas respiratórios.

Outro dado que chama a atenção é o crescimento da presença do público entre os 16 e os 30 anos nas duas unidades com maior volume de atendimentos dessa rede, os Prontos Atendimentos Barra da Tijuca e Copacabana. Desde maio, essa faixa etária apresenta um viés de alta, tendo ultrapassado a marca dos 20% nos meses de maio e junho e chegando ao nível mais alto deste ano em julho (23,1% do total de pacientes suspeitos atendidos). O atendimento a pacientes sintomáticos com mais de 60 anos também voltou a crescer no último mês, retomando o patamar dos 25% do fluxo total – mesmo índice de abril -, após atingir o nível mais baixo em maio (19%).

“O número de atendimentos de casos suspeitos de Covid-19, de fato, aumentou nas nossas emergências, mas os índices de internação de pacientes com a doença mantiveram-se estáveis. O que ocorre é que nos meses mais frios também há um aumento de outras patologias respiratórias, como amigdalites, sinusites, pneumonias bacterianas, asma, bronquite etc.”, avalia a diretora dos Prontos Atendimentos da Unimed-Rio, Denise Altomar.

Já a faixa etária compreendida entre os 46 e os 60 anos apresentou queda nos últimos dois meses, respondendo por 25% dos atendimentos em junho e por 20,3% em julho, contra um volume superior a 28% nos meses de maio e abril. A frequência do público entre os 31 e os 45 anos, por sua vez, permanece estável ao longo do ano (em torno dos 31%).

Embora os atendimentos em caráter ambulatorial tenham apresentado alta, isso ainda não se reflete em um aumento no número de internações provocadas por essas unidades, o que indica uma queda na gravidade dos casos. Desde março, quando registraram 331 remoções para hospitais da rede credenciada da Unimed-Rio, os prontos atendimentos seguem em trajetória de queda, chegando a 114 transferências em julho.

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