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Dia de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla: Vera Cruz Hospital tem Centro de Infusões para tratar a doença

Estima-se que 35 mil brasileiros são acometidos pela doença, cujo combate pode ser feito com medicações intravenosas, subcutâneas ou intramusculares

“Descobri a doença há dez anos e, para mim, admitir que tenho Esclerose Múltipla e preciso de tratamento não foi fácil. Os primeiros sinais foram problemas na visão, mas também já tive formigamento e fraqueza. Ao longo dos anos passei por alguns picos e, em paralelo, quando enfrentava alguma questão pessoal mais difícil. Hoje, com o tratamento, a doença está controlada e posso ter uma rotina normal”, relata a advogada Samantha Costa, de 31 anos, que trata de Esclerose Múltipla uma vez por mês no Centro de Infusões do Vera Cruz Hospital. A doença, autoimune, afeta o sistema nervoso central e a medula espinhal por uma falha do sistema imunológico, confundindo células saudáveis com invasoras e provocando danos ao corroer a bainha de mielina, camada protetora que envolve os nervos.

No Brasil, estima-se que cerca de 35 mil pessoas convivam com a enfermidade, incidência aproximada de 17 casos a cada 100 mil habitantes. Segundo Leonardo de Deus Silva (foto), coordenador da especialidade de Neurologia e Neurocirurgia do Vera Cruz Hospital, mulheres entre 20 e 40 anos são as principais vítimas, em uma proporção de três mulheres para cada homem diagnosticado. A unidade, criada especialmente para pacientes que precisam de serviço especializado em Terapia Infusional, é um diferencial a ser lembrado nesta segunda (30), Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla.

“O espaço foi pensado para que os pacientes se sintam acolhidos durante a terapia. Nossa equipe é composta por médicos e enfermeiros treinados na infusão de medicamentos biológicos para proporcionar um atendimento diferenciado e de excelência voltado para total segurança dos nossos pacientes”, detalha Silva.

A data tem como objetivo alertar a população para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado da enfermidade. Uma estrutura diferenciada com instalações modernas promove um tratamento mais completo contra a doença, como Samantha, que conta com medicações intravenosas, subcutâneas ou intramusculares com todo conforto e segurança.

“Não há fatores de risco para a doença, mas sabe-se que ela é mais prevalente em pessoas com histórico familiar. Nestes casos, para que ela se desenvolva, situações como vacinação, infecção, estresse físico ou ambiental podem ser gatilhos para quem tem predisposição genética”, esclarece Silva.

O especialista ainda explica que os sintomas dependem do local da inflamação. “As pessoas acometidas pela doença podem ter distúrbios visuais, desequilíbrio, formigamento e dormência de um lado do corpo, e também alterações motoras, como fraqueza muscular”, exemplifica.

O diagnóstico da Esclerose Múltipla é feito por meio de uma somatória de testes nos pacientes. “Fazemos uma análise clínica com sintomas e sinais que correspondem a uma alteração, que pode ser atribuída à mielina, analisamos as imagens de ressonância magnética e outros exames laboratoriais, como o líquor, que detecta uma alteração inflamatória, e o exame de potencial evocado”, detalha.

Além da reabilitação funcional incluindo fisioterapia,e fonoaudiologia, o tratamento inclui o uso de medicamentos que suprimem o sistema imunológico, auxiliam no enfrentamento aos sintomas e retardam a progressão da doença. A imunoterapia, também conhecida como terapia com imunobiológicos, é um tratamento medicamentoso que ajuda a combater e suprimir as células inflamatórias do próprio sistema de defesa. Este tipo de terapia estimula o organismo a identificar e atacar as células disfuncionais por meio de medicações que modificam a resposta imunológica.

Nesse tratamento, o Centro de infusões do Vera Cruz Hospital é um dos pioneiros. “O hospital está na vanguarda, sendo um dos únicos do interior de São Paulo a ter um Centro de infusões com estrutura dedicada ao tratamento específico, com método por imagem para diagnóstico, e uma equipe de excelência”, conclui Silva.

“Quando comecei o tratamento era dentro do hospital e achei que a mudança foi benéfica para os pacientes. Ter um espaço diferenciado e acolhedor sem o ar de hospital, com uma equipe multidisciplinar de profissionais altamente qualificados e cuidadosos, o tratamento se torna mais leve”, conta a advogada.

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