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Hospital Placi, pioneiro em transição e cuidados extensivos, busca tornar conceito mais conhecido no Brasil

Estrutura com ênfase em “cuidar” completa a lacuna entre o modelo hospitalar tradicional e a atenção domiciliar 

Pioneiro no Brasil, o Placi, é um hospital de transição e cuidados extensivos, uma etapa intermediária entre a alta do hospital geral e a volta para casa, permitindo que o processo de recuperação do paciente seja acompanhado de perto por profissionais especializados no cuidar. Além disso, o modelo acolhe pessoas terminais que estão no fim da vida para tratamento paliativo.  

Com unidades em Niterói e Botafogo, e plano de expansão em andamento, possui três frentes: 

  • reabilitação, com foco em recuperar pacientes que podem ter um retorno à sua rotina com independência; 
  • readequação, voltada para pacientes que precisam se adaptar a uma nova condição e tratamentos para reinserção social; 
  • cuidados paliativos para pacientes terminais, em que são acolhidos e têm diversos sintomas melhorados, reduzindo o sofrimento e tornando a qualidade de vida a melhor possível dentro de suas condições.   

A equipe multidisciplinar do Placi é formada por diversos profissionais da área de saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, capelão e assistentes sociais. O Hospital estabelece metas contínuas de melhoria do estado clínico de cada paciente. “Diferente de hospitais gerais e emergências, o hospital de transição retira o foco da doença do paciente e se volta à humanidade dele e de seus familiares, tendo pilares como a dignidade, liberdade de escolha e respeito para com as expectativas nos cuidados”, explica Carlos Alberto Chiesa, diretor-presidente do Hospital Placi.  

Ainda segundo o Dr. Chiesa, “a equipe é dimensionada para oferecer toda a atenção para o momento que o paciente vive, mobilizando a pessoa para tomar um banho de chuveiro, tomar sol, desenvolver atividades sociais e participar de atividades físicas na sala de reabilitação, entre outras. Queremos trazer vida aos momentos de vida”, enfatiza o médico.   

Com mais de 1.500 pacientes atendidos em 8 anos, menos de 20% retornam aos hospitais de origem. Independentemente da complexidade de doenças e sequelas – que vão desde AVC, pós-operatório de cirurgias ortopédicas, doenças neurológicas crônicas e doenças respiratórias com ou sem dependência de aparelhos que ajudam na respiração – as equipes multidisciplinares estão preparadas para receber e restabelecer as capacidades físicas, mentais e emocionais de cada paciente.    

Relação dos hospitais de transição com a pandemia da Covid-19  

As sequelas da Covid-19 são diferentes para cada paciente, indo desde as mais comuns, como fadiga e falta de ar, às mais raras, como perda de alguns movimentos e derrames, muitas vezes derivadas de longas internações em UTIs. Antes de voltar para casa, esses pacientes necessitam de cuidados essenciais para a recuperação total.  

Como um hospital de transição, o Placi é indicado para pacientes que estiveram internados por um tempo e precisam continuar no tratamento, mas sem demandar procedimentos intensivos e invasivos. Além da fisioterapia e terapia ocupacional que já eram oferecidas pelo o Placi, o hospital reavaliou seus tratamentos com foco em reabilitar pacientes pós-Covid. Mais do que recuperar das consequências da doença, como dificuldade respiratória e cardiovascular, o objetivo também é cuidar das deficiências secundárias consequentes do tratamento intensivo.  

“O que nos surpreendeu positivamente foi verificar como esses pacientes respondem bem ao programa de reabilitação, com ganhos funcionais muito evidentes como volta a se alimentar por via oral, fechar traqueostomia, recuperar capacidade de andar. Chegam muito debilitados e recuperam bem mais rápido que outras situações clínicas. Implementamos um programa intensivo de reabilitação diário para otimizar o ganho funcional destes pacientes, com sucesso”, comenta Chiesa.    

Expansão da Rede Placi   

Com a pandemia da Covid-19 e as sequelas da doença, em paralelo ao crescimento da população idosa do país – hoje, o Brasil tem a quinta maior população idosa do mundo –, o modelo de transição pretende expandir para tornar-se uma referência de saúde clínica. Acompanhando essa tendência do conceito com ênfase e foco em cuidar para levar cada vez mais conforto, o Placi irá inaugurar novos leitos na unidade de Botafogo ainda em 2021 e planeja expandir suas instalações até 2023, levando a Rede para outro ponto do Rio de Janeiro, além de outras cidades importantes do Brasil.   

Olhar da OMS sobre o modelo hospitalar de transição  

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), modelos de assistência interdisciplinar ao paciente crônico ou com deficiência ajudam estas pessoas a manterem uma funcionalidade na interação com seu ambiente, além de ser uma estratégia para igualdade de oportunidades e integração social de todas as pessoas com deficiência. Já sobre os cuidados paliativos, a OMS concorda que eles podem gerar melhoria na qualidade de vida de pacientes terminais ou com doenças que ameaçam a vida. Mais do que cuidar dos sintomas do paciente, este tratamento acolhe o emocional e a saúde mental dele e de familiares. 

Imagem: Medical photo created by freepik – www.freepik.com

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