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Outubro Rosa: prevenção e cuidados são fundamentais

Stephanie Zalcman é Diretora Técnica de Operações e Estruturação da Wiz Soluções em Seguros e embaixadora da Sou Segura (Associação das Mulheres no Mercado de Seguros)

A pandemia destacou a importância de cuidarmos da vida e da saúde e evidenciou à sociedade temas que nós do mercado de seguros estamos tão familiarizados: prevenção, cuidados, proteção.

O sentimento ao receber um diagnóstico de câncer de mama pode ser devastador. No entanto, a descoberta da doença pode estar longe de ser apenas uma sentença negativa. Apesar do crescente número de casos da doença – só em São Paulo, são esperados 18.280 novos casos de câncer de mama em 2021, de acordo com a estimativa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) – em contrapartida, nos últimos anos ocorreram importantes avanços nos tratamentos, principalmente no que diz respeito a cirurgias menos mutilantes, assim como a busca da individualização de todo esse processo.

Por isso, prevenção, detecção e autoconhecimento são os principais pilares da campanha Outubro Rosa, movimento mundial de conscientização e controle do câncer de mama. Este é um movimento de extrema importância, à medida que coloca a saúde da mama em evidência, incentivando o autocuidado e fazendo com que as mulheres dediquem um tempo para olhar para si.

Toda mulher deve conhecer o seu corpo, e isso é fundamental caso surja alguma lesão diferente na mama. Apalpar os seios é um gesto de autoconhecimento e deve ser realizado de forma rotineira, independentemente da idade. Estatisticamente, a doença prevalece em mulheres com mais de 50 anos, mas cerca de 10% dos casos surgem antes dos 40.

Ao contrário do que as pessoas imaginam, a finalidade principal da prática de se apalpar não é a detecção do câncer de mama, mas sim a identificação de possíveis alterações na região mamária. Quando o nódulo chega a uma dimensão em que pode ser apalpado, é sinal de que poderia ter sido diagnosticado precocemente, através de exames de rotina, como uma mamografia.

A preocupação com a pandemia fez muitas pessoas negligenciarem outras áreas de sua saúde. Entre 2019 e 2020, o número de mamografias preventivas entre beneficiárias de planos de saúde caiu 28,3%, com redução de 5.089.151 para 3.647.957 procedimentos. No recorte etário de 50 a 69 anos, a redução foi um pouco maior: 29,5% no período analisado. Os dados são da “Análise da Assistência à Saúde da Mulher na Saúde Suplementar Brasileira entre 2015 e 2020”, do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Por mais que estejamos com uma vida atribulada, cheia de compromissos e preocupações, se não cuidarmos de nossa saúde não poderemos realizar mais nada. Alguns fatores como idade e histórico familiar não podem ser alterados em relação aos riscos de desenvolvimento de um câncer de mama, mas medidas de prevenção como a diminuição no consumo de álcool, a prática regular de exercícios físicos e o controle do peso podem auxiliar. Amamentar também é uma forma de prevenção, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), já que a mulher que amamenta durante um ano tem 4,3% menos chances de desenvolver tumores na região.

O tratamento da doença é realizado de acordo com o tipo de câncer de mama, podendo variar conforme o tamanho do tumor, a região no qual está localizado e suas características.

Olhar para a saúde é prioridade, precisamos cuidar de nós mesmos para poder proteger aqueles que amamos.

Imagem: Ribbon photo created by rawpixel.com – www.freepik.com

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